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Casa passa a acolher mulheres vítimas de violência em Arapongas

Casa de Acolhimento é um espaço de suporte para as vítimas de violência doméstica, principalmente nas ocorrências de final de semana e feriados

Da Redação

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Escrito por Da Redação
Publicado em 13.03.2023, 15:09:40 Editado em 14.03.2023, 13:51:26
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Foi inaugurada na manhã desta segunda-feira (13), em Arapongas, a Casa de Acolhimento para Mulheres Vítimas de Violência. A iniciativa é da Prefeitura, através da Secretaria Municipal da Assistência Social, com apoio da Secretaria Municipal da Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil, Delegacia da Mulher e Guarda Municipal.

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“A vereadora Rosemary Farias já vinha defendendo um espaço desse tipo. Para mim, foi decisivo o dia em que uma senhora de mais de 60 anos me procurou dizendo que o marido a havia espancado e também ao seu filho, que tem Síndrome de Down. Muitas vezes a justiça é lenta, mas o trabalho da polícia é rápido e exige suporte imediato da administração pública”, afirmou o prefeito Sérgio Onofre. “Fazer segurança pública também é isso: auxiliar e dar dignidade às pessoas vítimas de violência física”, acrescentou.

-LEIA MAIS: Aulas de defesa pessoal para mulheres são ofertadas em Arapongas

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A Casa de Acolhimento é um espaço de suporte para as vítimas de violência doméstica, principalmente nas ocorrências de final de semana e feriados, em períodos noturnos, em que as equipes policiais e guardas municipais não têm respaldo para manter a agredida ou ameaçada em segurança, junto de seus filhos, até que a prisão do agressor ou a medida protetiva sejam efetivadas.

O secretário de Segurança Pública, Paulo Sérgio Argati, lembrou que muitas vezes a viatura da PM ou da Guarda Municipal chega à casa da vítima para atender a ocorrência e o agressor foge pulando o muro dos fundos. “O sujeito é valentão para agredir a mulher, mas quando a polícia chega ele dá no pé. E os agentes de segurança vão embora com peso na consciência, pois a vítima muitas vezes não tem onde ficar e o agressor pode voltar a qualquer momento e seguir com a violência. Agora, com essa Casa de Acolhimento, as coisas vão mudar”, afirmou Argati.

O capitão Shell Bauer, da 7ª Cia Independente, lamentou o número de agressão contra as mulheres em todo o Brasil. “As mulheres deixam seus pais e irmãos, às vezes em outros estados, para constituir família com homens que deveriam ser seus primeiros defensores. Porém, com o tempo eles se transformam em seus agressores. É realmente lamentável”, assinalou.

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A secretária da Assistência Social, Terezinha Canassa, lembrou que mal havia assumido o cargo quando foi chamada para ajudar na tarefa de viabilizar, em 30 dias, a Casa de Acolhimento. “Graças à união de toda a equipe, o projeto se tornou realidade”, comemorou. Camila Costa, delegada chefe da Delegacia da Mulher de Arapongas, frisou que a medida protetiva muitas vezes demora 48 horas. Nesse período, a vítima que não tem familiares na cidade não sabe para onde ir. “Agora elas têm esse espaço, com assistente social, psicóloga e o suporte necessário. É um avanço enorme”, frisou.

Localizada na área central da cidade, em prédio locado, a Casa de Acolhimento terá a servidora Elda Barros como coordenadora. Também participaram da solenidade a GM Denice Amorim, coordenadora da Patrulha Maria da Penha, o vice-prefeito Jair Milani, o presidente do Conselho Municipal de Segurança, Wesley Squilino, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Arapongas (ACIA), Anderson Molina, a presidente da Subseção da OAB Arapongas, Aline Graziele de Oliveira, vereadores, secretários municipais e representantes de outras entidades.

Assista:

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