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    Campanhas contra e a favor de colégios militares agitam bairros de Arapongas

    Campanhas contra e a favor de colégios militares agitam bairros de Arapongas
    Foto por Reprodução
    Escrito por Renan Vallim
    Publicado em 27.10.2020, 18:10:10 Editado em 27.10.2020, 18:10:11
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    Nesta segunda-feira (27), o governador Ratinho Junior anunciou a criação de 225 colégios cívico-militares no Paraná. Na região, 10 colégios foram selecionados em 5 cidades, mas só se tornarão cívico-militares após aprovação da comunidade escolar através de votação. Em Arapongas, as campanhas estão à todo vapor, principalmente através da internet. No entanto, até carros de som estão sendo utilizados.

    Foram três colégios selecionados para se tornarem cívico-militares em Arapongas: Walfredo Silveira Correia, Francisco Ferreira Bastos e Marquês de Caravelas. Moradores dos bairros ao redor dos colégios já observaram a movimentação de um carro de som fazendo campanha contra a militarização das unidades educacionais.

    Na internet, mensagens distribuídas através do WhatsApp pedem tanto votos contra quanto à favor da medida, com foco principalmente nos pais e responsáveis por alunos matriculados nestas escolas.

    A situação tem incomodado alguns pais. "Estamos sendo bombardeados por mensagens, isso tem incomodado bastante. O tempo todo tem alguém querendo induzir o nosso voto. Nem parece que querem o melhor para as crianças", afirmou o pai de um aluno matriculado no Colégio Estadual Walfredo Silveira Correia, que preferiu não se identificar.

    A APP-Sindicato confirmou que tem apoiado cidadãos na realização da campanha contrária à militarização dos colégios. A reportagem não conseguiu confirmar se algum grupo ou organização tem apoiado as manifestações à favor da militarização.

    VOTAÇÃO

    As consultas públicas acontecem nas escolas indicadas para o programa nestas terça-feira (27) e quarta-feira (28), das 8 horas às 20 horas. Estarão sob consulta da comunidade colégios em regiões com alto índice de vulnerabilidade social, baixos índices de fluxo e rendimento escolar e sem oferta de ensino noturno, conforme a legislação aprovada pela Assembleia Legislativa. A consulta será em formato de referendo, cabendo à população dizer sim ou não ao modelo na escola em questão.

    Fazem parte da comunidade escolar professores, funcionários e pais de alunos matriculados na instituição. Caso o estudante seja maior de idade (18 anos), o próprio participa da consulta. É preciso levar um documento pessoal para votar e pais ou responsáveis votam de acordo com o número de matriculados sob sua tutela na escola, ou seja, uma mãe com três filhos pode votar até três vezes. É recomendável que cada pessoa leve sua própria caneta para registrar sua assinatura.

    Para ter validade, mais de 50% das pessoas aptas devem participar da consulta. Se uma comunidade escolar for formada por 500 pessoas, é necessário um quórum de pelos menos 251 pessoas. Para migrar ao modelo cívico-militar basta a aceitação de maioria simples dos votantes da escola, ou seja, 50% e mais um voto do total. O resultado de todas as consultas deve sair até quinta-feira (24).

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