Câmara de Arapongas abre Comissão Processante para investigar vereador Paulo Grassano
Decisão por abertura ocorreu na sessão desta segunda-feira (02), por 7 votos a 6
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A Câmara de Arapongas aprovou nesta segunda-feira (2), por 7 votos a 6, abertura de Comissão Processante (CP) visando a cassação do mandato do vereador Paulo Grassano (PP). O parlamentar é alvo de denúncia por irregularidades em processos licitatórios junto ao município. Os vereadores acataram relatório final da Comissão de Justiça, Legislação e Redação da Câmara Municipal de Arapongas, que avaliou denúncias apresentadas contra o parlamentar.
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Além do parlamentar alvo da denúncia, votaram contra a abertura da CP os vereadores Aroldo Pagan (Podemos), Marilsa Vendrametto (PL), Arnaldo do Povo (Avante), Alexandre Juliani (União) e Décio Rosaneli (Podemos). A abertura do procedimento teve votos favoráveis de Meiry Farias (PDT), Simone Almeida (PSD), Cecéu (PSD), Marcelo Junio (PP), Luisinho da Saúde (PSD), Valdecir Pardini (União) e Levi do Handebol (PSD). O vereador Toninho da Ambulância (União) se absteve. O presidente da Casa, Márcio Nicke (PSB), só votaria em caso de empate.
Em nota o vereador afirmou que está sofrendo perseguição política: “estou com meu coração muito tranquilo, sei que estou sofrendo uma perseguição política e o mais importante é que a população está junto comigo. Centenas de pessoas estiveram na câmara e eu agradeço cada um deles é sei que a verdade vai aparecer. Uma denúncia com assinatura Falsa e com IP de um computador da câmara de vereadores não vai prosperar”, disse Grassano.
A comissão processante que vai avaliar o caso também foi formada na sessão desta segunda-feira. A CP será presidida por Simone Almeida, tendo Arnaldo do Povo como relator e Toninho da Ambulância como membro.
Entenda
O pedido de cassação baseia-se em uma denúncia apresentada em 17 de novembro de 2025, levantando supostas irregularidades contratuais envolvendo a empresa SSBarcar Veículos Ltda e a Prefeitura Municipal durante o ano passado. Segundo a denúncia, a empresa, que presta serviços de manutenção em garantia em veículos da marca Renault do Poder Executivo, faria parte de um grupo econômico que contempla mais três empresas (Levara Serviços e Manutenção de Veículos Ltda, Nonô Locadora de Veículos e Aravel Arapongas Veículos Ltda), todas de propriedade da família de Paulo Grassano. Ainda de acordo com a denúncia, o parlamentar constava como sócio da empresa SSBarcar até agosto de 2024, data em que seu irmão teria assumido a função. Além disso, a denúncia também aponta que a Aravel é, no papel, de propriedade dos pais do vereador, mas complementa alegando que "é óbvio que a intenção de Paulo é mascarar sua participação na Aravel/SSBarcar, como proprietário e como diretor, função que exerce até hoje".
O levantamento apresentando pela denunciante também aponta que, segundo uma lei municipal, vereadores não podem firmar ou manter contrato com a Prefeitura Municipal.
O vereador Paulo Grassano, que explicou que a denúncia apresenta várias irregularidades. Segundo o político, a assinatura da solicitante seria falsa e o IP que consta no documento seria de dentro da Câmara Municipal. "Foi comprovada que a assinatura é falsa. Ela é, na verdade, de uma pianista japonesa, embora a denunciante fale que é dela. Dentro da denúncia tem um IP e nós comprovamos que é da Câmara dos Vereadores, ou seja, quem escreveu a denuncia é da Câmara", disse.
Paulo também explicou que seu nome não consta no contrato social da SSBarcar, que os serviços em questão são prestados desde o ano de 2020 e são no modelo de exclusividade, ou seja, esta empresa é a única autorizada em Arapongas a fazer este tipo de trabalho nos veículos Renault, por isso foi feita uma dispensa de licitação. "O próprio procurador da prefeitura, que trabalha com as licitações, disse que não há irregularidade nenhuma por se tratar de um serviço de exclusividade, apenas esta empresa pode fazer serviços para veículos da Renault em Arapongas. Além disso, ele também afirmou que mesmo que eu estivesse no contrato social não teria problema, por ser de exclusividade. Se tivesse algo errado, a prefeitura não permitiria que a empresa fizesse o serviço", acrescentou, explicando que em 2025 o valor fechado nos contratos foi de 22 mil.
O parlamentar também afirmou que não é sócio da empresa Aravel e sim que apenas trabalha na empresa.
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