Arapongas

Arapongas ganhou três novos imóveis por dia em 2021

Dados da Sanepar mostram que mais de 1,2 mil novas ligações de água em imóveis

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Arapongas ganhou três novos imóveis por dia em 2021
fonte: Sérgio Rodrigo - TNOnline

No ano passado, Arapongas ganhou, em média, três novas casas por dia. Dados da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) mostram que mais de 1,2 mil novas ligações de água em imóveis residenciais foram feitas no município que tem um total de 46.428 ligações. 

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Outro indicativo de que a construção civil avançou é o levantamento da Secretaria Municipal de Obras que aponta um total de 2,9 mil novos empreendimentos nos últimos dois anos. Em 2020, foram lançados 1.470 alvarás de construção pela prefeitura, em pleno auge da pandemia. No ano passado, foram emitidos 1.440 alvarás.

Para o vice-prefeito Jair Milani, que também é titular da pasta, os números refletem o impacto positivo da construção civil no desenvolvimento do município. De acordo com ele, a maior parte dos imóveis são residenciais e as  regiões que mais expandiram foram a central e a zona norte. 

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Milani afirma que o setor está otimista para 2022, quando novos empreendimentos devem ser lançados. Entre as obras ele cita a construção de 683 casas do programa Casa Verde e Amarela que está em andamento no Residencial Bem Viver Arapongas. O empreendimento, elaborado em parceria pelo Governo do Estado, Caixa Econômica Federal e a construtora Pacaembu, receberá R$ 89 milhões em sua primeira etapa, e no futuro, o empreendimento poderá totalizar 1.479 unidades habitacionais.

“Esse ano terá mais crescimento, pois estão entrando muitos projetos. E com a revisão do Plano Diretor, teremos mais zonas residenciais, novos eixos de comércio e regiões para verticalização”, assinala. 

SETOR COMEMORA

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O arquiteto Henrique Luis de Carvalho Sanches, presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos (Arsenarag), afirma que o mercado da construção civil em Arapongas sempre se mostrou ativo e promissor e nos últimos dois anos não foi diferente. “A pandemia exigiu muita agilidade dos profissionais da construção civil em todas as frentes para superar as novas demandas deste período atípico que atravessamos. Muitos novos empreendimentos surgiram, em diversos ramos de atuação, reformas, manutenção, conservação ou ajustes nas construções da cidade resultaram num aumento das atividades do setor em cerca de 10% em todos os ramos de atuação”, afirma. 

O arquiteto comenta, que nos anos anteriores, incentivos financeiros por parte do governo refletiram no aquecimento do setor, contudo neste ano, o cenário está um pouco diferente, mas ainda promissor. “Temos a inflação e o encarecimento do crédito como eventuais dificuldades, mas mesmo assim o setor enxerga grandes possibilidades de crescimento”, assinala.

Outra dificuldade mencionada pelo arquiteto é a falta de mão de obra qualificada que anda escassa no mercado. “As características das atividades que aquecem a construção civil no momento atual exigem profissionais especializados. Algumas atividades ou empreendimentos estão tendo que se enquadrar nos cronogramas de atendimento das obras ou serviços, com prazos mais estendidos, inclusive refletindo no encarecimento do valor da mão de obra em muitas atividades”, comenta.

Texto, Cindy Santos