Arapongas

Câmara de Arapongas recebe nova denúncia contra vereadores

Da Redação ·
Vereador Osvaldinho, presidente: nada a temer
Vereador Osvaldinho, presidente: nada a temer

A sessão desta terça-feira (29) da Câmara Municipal de Arapongas foi marcada por mais polêmica referente a denúncias contra vereadores. No entanto, são fatos que supostamente teriam ocorrido na Legislatura de 2013 a 2016, envolvendo um ex-vereador e outros que continuam neste mandato.
Depois da denúncia de cobrança de propina para regularização fundiária, feita contra o vereador Fernando Henrique Oliveira (PSDB), a qual foi rejeitada em plenário, e de outra contra a vereadora Angélica Ferreira (PSC) por suposta apropriação indevida de diárias no mandato anterior, esta acatada pelo plenário, outra foi protocolada na secretaria da Câmara nesta terça-feira pela manhã. Agora é um grupo de vereadores atuais e ex-vereador que teria recebido diárias irregularmente em 2013, quando a Câmara era presidida pela ex-vereadora Margareth Pimpão Giocondo (PSD).
Nos dois primeiros casos, a denúncia foi feita pelo advogado Oduwaldo Calixto. Agora foi protocolada pelo cidadão Antônio Alberto Muller. O documento aponta o atual presidente da Câmara, Osvaldo Alves dos Santos (PSC), o Osvaldinho, os vereadores Adauto Fornazieri (PSC), Miguel Messias Gomes (PSL), Toninho da Saúde (PHS) e Rubens Franzin Manoel (PP), o Rubão, além do ex-vereador e atual vice-prefeito Jair Milani (PP). Pela denúncia eles teriam recebido R$ 1 mil cada em diárias fictícias.
O presidente da Câmara, Osvaldinho, anunciou que tal denúncia será lida na sessão ordinária da próxima segunda-feira. A vereadora Cleide Bisca (PSDB) insistiu que a denúncia deveria ser lida nesta sessão de terça-feira, segundo ela, seguindo o que determina o Regimento Interno. No entanto, Osvaldinho alegou que o documento foi protocolado no mesmo dia da sessão, poucas horas antes, e, assim, não houve tempo hábil para convocação dos suplentes de todos os vereadores envolvidos para a sessão de leitura e votação do recebimento da denúncia. “As regras são bastante claras”, disse Osvaldinho, negando a postergação da leitura e votação por seu nome estar envolvido na denúncia.
“As investigações têm mais é que continuar. Quem for culpado pague pelo erro que cometeu, quem for inocente que seja absolvido e quem liberou o dinheiro que pague pelo que fez”, disse Osvaldinho. “Eu não estaria aqui como presidente da Câmara para me sujar por mil reais”, disse, garantindo que nesses já quase três anos presidindo o Legislativo jamais desviou um real ou um centavo da Casa. “Esta Câmara de Arapongas pode não ser a melhor, mas é igual a todas as câmaras honestas”, disse Osvaldinho, assinalando que tem procurado administrar o Legislativo com honestidade e transparência. Tanto que já devolveu numa primeira vez R$ 3,3 milhões ao Executivo, R$ 3,4 milhões na segunda e deverá devolver mais R$ 3 milhões até final deste ano.
“Eu concordo com o Ministério Público, concordo com quem fez a denúncia e que as investigações cheguem até o final para que tudo seja esclarecido”, afirmou.
Outros vereadores envolvidos na denúncia também negaram qualquer desvio de diárias. O Rubão, por exemplo, disse que em 15 anos como vereador teria gastado em torno de R$ 7,1 mil em diárias, o que daria pouco menos de R$ 40 por mês. “Hoje estou sendo acusado de ter montado uma organização criminosa. O cara montar uma organização criminosa para desviar R$ 40 por mês é muito burro, tem que se tratado com capim”, desabafou, negando qualquer desvio de recurso na Câmara.

 

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