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Grupo de Whatsapp avisa motoristas sobre locais de blitz

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No ano passado, o serviço de inteligência do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) também interceptou mensagens de um grupo no WhatsApp com a mesma finalidade. Foto: Sérgio Rodrigo
No ano passado, o serviço de inteligência do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) também interceptou mensagens de um grupo no WhatsApp com a mesma finalidade. Foto: Sérgio Rodrigo

A Polícia Militar (PM) de Arapongas identificou integrantes de um grupo de WhatsApp criado para avisar sobre pontos de fiscalizações de trânsito no município. 

O 'Trânsito Arapongas" foi criado para troca de informações entre os condutores, especialmente os que trafegam em vias urbanas da cidade. Em uma conversa no grupo, um motorista "adverte" para fiscalização da Guarda Municipal (GM), na BR-369, saída para Apucarana. No grupo também eram divulgados anúncios de falsificação de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), históricos escolares, diplomas, certificados e até dinheiro.

Os setores de inteligência da PM e da GM interceptaram recentemente mensagens de alerta com horários e locais onde ocorrem as operações.Nesta quinta-feira as autoridades infiltradas no grupo se manifestaram informando que toda atividade estava sendo monitorada e diversos membros começaram a sair do grupo. Contudo, todos os integrantes já foram identificados. 


De acordo com o comandante da 7ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), capitão Ademir da Fonseca Junior, tecnicamente a divulgação das ações policiais não configura crime. Contudo, ele informa que essa discussão pode ser interpretada com base no artigo 265 do Código Penal, que tipifica o crime de atentar contra um serviço público, no caso o trabalho das autoridades de trânsito. 

"Tenho uma visão que transcende a questão legal. Acho que é importante as pessoas refletirem sobre objetivo da fiscalização de trânsito e entender que esse tipo de atitude pode causar prejuízo ao bem comum", analisa. 

O comandante destaca que esse tipo de postura acaba auxiliando a ação de criminosos. "Esses alertas alcançam todas as pessoas, inclusive os criminosos. E essa própria pessoa que divulga a informação da blitz pode ser prejudicada se acaso tiver um veículo roubado ou furtado. O objetivo da fiscalização também é diminuir o espaço do criminoso, que pode cair e uma blitz", observa. 

Segundo o capitão, esse tipo de ação será discutida durante reunião junto ao poder Judiciário para analisar a possibilidade de aplicar medidas punitivas. "É importante que a população entenda que a fiscalização tem como objetivo fazer com que as pessoas procurem uma conduta correta no trânsito. Não tem objetivo estabelecer punição ou causar prejuízo. É para trazer benefício, aumentar a segurança evitando acidentes e mortes no trânsito", conclui. 

(Policiais militares e guardas municipais se infiltraram no grupo. Foto: Reprodução)

Apucarana
No ano passado, o serviço de inteligência do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) também interceptou mensagens de um grupo no WhatsApp com a mesma finalidade. Quem avisar sobre blitz pode ser enquadrado por atentado contra a segurança ou ao funcionamento de serviços de utilidade pública, previsto no artigo 265 do Código Penal. 




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