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Arapongas

Madrasta é presa após morte de criança de 3 anos deixada sozinha em casa; fiança é de R$ 10 mil

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Madrasta é presa após morte de criança de 3 anos deixada sozinha em casa; fiança é de R$ 10 mil - Foto - arquivo TNOnline)
Madrasta é presa após morte de criança de 3 anos deixada sozinha em casa; fiança é de R$ 10 mil - Foto - arquivo TNOnline)

Um caso de suposta negligência terminou em tragédia anteontem (21) no Jardim Casa Grande em Arapongas. Um menino, de apenas 3 anos, foi deixado em casa sozinho. Quando estava sem cuidador, Daniel Felipe da Rocha sofreu uma queda, que resultou em traumatismo craniano grave e não resistiu aos ferimentos. 

A madrasta do garotinho, a dona de casa Dalcinéia Hardt, de 36 anos,  está presa na 22ª Subdivisão Policial de Arapongas, por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O delegado-chefe da Polícia Civil, de Arapongas, Marcos Fernando da Silva Fontes, responsável pelo caso, entendeu que houve negligência. 

Fontes também arbitrou fiança no valor de R$ 10 mil, que não havia sido paga até as 10h30 desta quinta-feira (23). “No dia do acidente, ela saiu de casa de manhã e deixou a criança sozinha por cerca de duas horas, para caminhar. No período da tarde, ela novamente precisou sair de casa para ir ao advogado e deixou a criança sozinha em casa novamente. Porém, disse que orientou o menino a não mexer em nada”, detalha.

Ainda de acordo com delegado, Dalcinéia encontrou o esposo, o conferente José Carlos de Souza, na área central e o avisou que o menino estava sozinho. “Ele nos contou que foi para casa de moto, mas quando chegou lá encontrou a criança caída e vomitando. O pai acionou o Samu, mas o menino faleceu ainda no local”, diz. 

Comoção
A tentativa de socorro da criança causou grande comoção não apenas no pai e madrasta da criança, como em vizinhos.  O corpo do menino foi sepultado na tarde de ontem em Mauá da Serra, onde moram familiares dos pais da criança. “Pelo que averiguamos, a mãe da criança teria deixado o filho sob os cuidados dos avós paternos há seis meses. No último domingo, os avós decidiram deixar a criança com o pai”, detalha. Segundo o delegado, Dalcinéia e José Carlos, estavam morando juntos há cinco meses. 

Delegado vê negligência
“Entendemos que houve negligência na conduta dele, que infelizmente, resultou na morte da criança. Ou seja, homicídio culposo”, diz, observando que a mulher estava bastante abalada e realmente não teve a intenção de matar a criança.

Audiência de custódia
Fontes observa que a situação de Dulcinéia poderá mudar, uma vez que passará pela audiência de custódia nesta quinta-feira (23). “As investigações estão no começo, mas vamos ouvir os outros familiares e apurar se o pai tinha consciência que a criança estava ficando sozinha. Neste caso, ele poderá ser responsabilizado também”, comenta. 

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