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Arapongas precisa romper contrato para retomar estacionamento rotativo

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Motoristas e lojistas afirmam que, sem o serviço, encontrar uma vaga de estacionamento é difícil no centro da cidade | Foto: Delair Garcia
Motoristas e lojistas afirmam que, sem o serviço, encontrar uma vaga de estacionamento é difícil no centro da cidade | Foto: Delair Garcia

O prefeito de Arapongas, Sérgio Onofre (PSC), pretende retomar em breve o estacionamento rotativo em áreas específicas do centro da cidade. Para isto, ele irá romper o contrato com a empresa Caiuá Assessoria, Consultoria e Planejamento Ltda., que deixou de operar o serviço há mais de três anos, mas que ainda mantém contrato com a prefeitura. Lojistas e motoristas afirmam que o retorno do serviço poderia aumentar a oferta de vagas de estacionamento na região central da cidade.

De acordo com Onofre, o serviço já era para estar licitado. “Se o contrato com esta empresa não estivesse vigente ainda, nós já teríamos licitado. A empresa abandonou o serviço e a administração passada foi deixando. Não rompeu o contrato. Inclusive foi uma surpresa para nós quando fomos elaborar a nova licitação e nos deparamos com esse contrato ainda vigente”, diz.

A Caiuá Assessoria, Consultoria e Planejamento Ltda., com sede em Joinville (SC), era a responsável pelo Rotativo Pássaro Branco desde agosto de 2011, quando o serviço foi iniciado. Em março de 2014, a empresa solicitou a suspensão do contrato, alegando que os valores praticados estavam defasados. Na época, a prefeitura acatou o pedido. 

O serviço nunca foi retomado e o contrato continua suspenso até hoje.“Tentamos entrar em contato com a empresa, mas ela não se manifestou. Recentemente, publicamos a tentativa de contato em Diário Oficial. Vamos ter que romper esse contrato, para licitar novamente o serviço”, afirma o prefeito.

Onofre destaca ainda que pretende, com uma nova licitação, deixar o sistema mais justo. “Queremos encontrar uma maneira de cobrar exatamente o valor correspondente ao tempo em que o motorista ficou estacionado. Se o carro ficou 15 minutos na vaga, não faz sentido o motorista ter que pagar por meia hora ou uma hora. Estudos ainda precisam ser feitos e, por isso, ainda não sabemos qual sistema iremos adotar. Mas vamos nos esforçar para realizar uma cobrança justa”.

Transtornos
Sem o estacionamento rotativo no centro da cidade, o comércio se sente prejudicado. “Os clientes reclamam. Muitos até deixam de entrar. Depois que o rotativo deixou de existir, a situação piorou muito. Tenho certeza que, para o comércio, a volta do rotativo seria muito boa”, diz Eduardo Perdigão, proprietário de uma loja de materiais hidráulicos na Avenida Arapongas.

A atendente Patrícia Honório, que trabalha em uma tabacaria também no centro da cidade, concorda. “Os locais com mais vagas têm preferência para o cliente. Melhorar esse aspecto no centro auxiliaria o comércio da região”.Os motoristas também concordam. “Muitos comerciantes e funcionários deixam os carros o dia todo nas vagas. Isso deixa a situação bastante difícil. O rotativo poderia melhorar isso”, afirma a dentista Luciane de Oliveira.

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