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Arapongas

Erosões geram desafio milionário em Arapongas

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Custo total pode ultrapassar os R$ 17 milhões. (Foto - Tribuna do Norte)
Custo total pode ultrapassar os R$ 17 milhões. (Foto - Tribuna do Norte)

As erosões são um problema histórico em Arapongas e viraram um desafio milionário para a administração municipal. Em alguns pontos, as fortes chuvas de janeiro de 2016 agravaram o processo erosivo, tornando o problema visível. Crateras se abriram em diversos bairros da cidade, colocando a população e o meio ambiente em risco. 

Seis grandes áreas de erosão fazem parte de um projeto em andamento na Secretaria Municipal de Obras, Transportes e Desenvolvimento (Seodur), que irá contratar uma empresa especializada para elaborar um plano técnico de restauração para essas áreas. O valor será de R$ 500 mil apenas para essa fase do projeto.

O secretário da pasta, Jair Milani, cita como prioridades a área atrás do Clube Campestre, que teve parte da estrutura comprometida pela erosão; outra nos fundos do Jardim San Raphael e uma terceira no final da Rua Formigueira-da-Serra, na região do Conjunto Palmares, onde a cratera ameaça chegar nas casas.

Além dessas áreas, que são consideradas as mais críticas, outros três pontos também estão na lista. Um fica entre as ruas Pinta-Roxo com Estourinho, onde está localizado o Frigorífico Frigomax. Outro fica na Rua Pavão, no trecho de acesso entre o Jardim Bandeirantes e Portal das Flores. Quando chove, a tubulação não vence e a enxurrada transborda invadindo a via, que chega a ficar bloqueada para o tráfego de pedestres e veículos. O terceiro ponto fica ao lado do muro do Ginásio Municipal Luiz Augusto Zin.

“São áreas, em sua maioria, de servidão pública, que o Município precisa fazer a recuperação. Então, vamos tentar resolver de vez esse problema. O projeto inicial, para contratar a empresa que irá fazer o levantamento técnico, deve ficar em torno de R$ 500 mil. Acreditamos que fique até um pouco menos”, calcula.Porém, para executar as obras de recuperação, Milani adianta que a Seodur já está buscando recursos para iniciar os processos. 

“Estamos elaborando um projeto junto com o Ministério da Integração na ordem de R$ 17 milhões”, revela, observando a urgência que demandam essas áreas. Porém, o valor total da obra só será revelado após a conclusão do estudo técnico. “As erosões são causadas geralmente pelo escoamento da água das bacias de contribuição. Se não fizer a drenagem correta dessas áreas, o problema será agravado a cada chuva e poderá atingir áreas habitadas, como do San Raphael e o da Rua Formigueiro-da-Serra, o que é preocupante”, avalia.

(Leia a matéria completa nas edições digital e impressa da Tribuna do Norte)

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