Arapongas

Araponguenses elegem bicicleta como meio alternativo de transporte 

Da Redação ·
Em Arapongas a ciclovia liga os principais Parques Industriais. Foto: Paulo Yuji Takarada
Em Arapongas a ciclovia liga os principais Parques Industriais. Foto: Paulo Yuji Takarada

O uso de bicicleta pelos araponguenses continua um hábito frequente. Além de ser um meio de transporte eficiente, a “magrela” também é uma ótima opção que alia economia, saúde e, sobretudo, sustentabilidade. 

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Não é de hoje que se discute a necessidade de uma valorização no uso efetivo da bicicleta como meio de transporte alternativo. Com as ruas poluídas e congestionadas dos centros urbanos, ela surge como uma maneira de melhorar o trânsito.

Em Arapongas, a bicicleta é um veículo usado tradicionalmente por muitas pessoas por conta da característica plana das ruas. E ficou ainda mais fácil pedalar na cidade após a criação da ciclovia e da ciclofaixa. Desta forma, muitas pessoas acabam elegendo a bicicleta como principal meio de transporte.

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A diarista Sônia Maria de Oliveira, 51 anos, optou pela boa e velha "magrela" e há 35 anos faz suas pedaladas diárias . Ela destaca que além de ser prática, também consegue se exercitar durante o trajeto.

Mas apesar dos benefícios e da criação de áreas específicas para tráfego de cilistas, Sônia reclama que ainda falta educação no trânsito por parte dos motoristas que não respeitam os condutores de bicicletas.

“Certa vez eu estava indo trabalhar  e um motociclista seguia logo atrás quase passou por cima de mim”, revela.

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Ainda de acordo com Sônia, situações semelhantes  acontecem inclusive nas ciclo-faixas,  espaços demarcados nas vias, especialmente para a o trânsito de bicicletas.

“Os motociclistas invadem, eles são muito mal educados, não respeitam a gente não”, afirma.

A auxiliar de escritório Marcela Ávila, de 24 anos também usa a bicicleta para ir ao trabalho. E assim como Sônia também reclama dos motoristas.

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“Eu trabalho em uma empresa às margens da PR-444 e na rodovia o cuidado tem que ser muito extremo, principalmente ao cruzar alguma via. Os motoristas correm muito e se tiver algum obstáculo e precisar desviar é capaz de não dar tempo’’, conta.

Mesmo correndo riscos, Marcela diz que a bicicleta é a opção mais acessível para ela atualmente, já que não possui outro veículo.

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“E apesar do risco, acabei gostando, senti uma melhora até na minha disposição”, destaca.

Os ciclistas sugerem que, para mudar a postura dos motoristas é preciso desenvolver campanhas educativas no trânsito e nas escolas. A vendedora Loreci Alves, 25 anos, que também é ciclista (ler intertítulo) aposta na expressão “não faça com o outro aquilo que não gostaria que fizessem com você”.

“A experiência traz até uma percepção de trânsito diferente, porque quando andamos de carro, nem percebemos o outro lado das pessoas que andam tanto a pé quanto de bicicleta”, assinala.

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PAIXÃO PELA “MAGRELA”
O atleta José Emílio, 20 anos conseguiu conciliar sua grande paixão com trabalho e hoje disputa campeonatos de ciclismo, representando Arapongas, atua como vendedor em uma loja especializada em bicicletas e ainda usa a "magrela" para trabalhar.

“Até no meu emprego anterior eu já ia de bicicleta. A ideia foi unir o útil ao agradável, porque enquanto eu estou indo trabalhar estou treinando ao mesmo tempo’’, diz.

A vendedora Loreci Alves compartilha do mesmo pensamento. Para conseguir conciliar uma atividade física no seu dia a dia ela decidiu ir para o trabalho de bicicleta. Loreci tem carro, mas há cerca de sete meses resolveu encarar o percurso de 5 quilômetros diários.

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“Eu escolhi começar a ir trabalhar de bicicleta para conciliar uma atividade física, já que não tenho tempo para fazer algo em outro momento”, relata.

Além de manter a forma, a vendedora revela que também sentiu diferença no bolso, com economia de R$ 100 por mês.

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“Conseguir poupar esse dinheiro também foi muito bom”, comemora.

Araponguenses elegem bicicleta como meio alternativo de transporte  fonte: Reprodução

Entenda a diferença entre ciclovia e ciclofaixa
Em Arapongas a ciclovia fica às margens da BR-369 e liga os principais parques industriais da cidade. A alternativa de usá-la é muito viável. Sem ter que dividir o espaço com motos, carros e outros automóveis, o ciclista conseguirá finalizar o seu percurso bem mais rápido. Além disso, a ciclovia conta apenas com poucas travessas durante todo seu comprimento, o que não interfere também nos cruzamentos das vias e rende tempo ao usuário. 

A ciclofaixa caracteriza o trecho com sinalização horizontal demarcada na rua, sempre ao lado direito. Em Arapongas pode-se observar uma ciclofaixa na Avenida Arapongas, nos dois lados da via. Na Avenida Gaturamo, a ciclofaixa foi demarcada apenas em um lado da via, mas para as duas mãos.

Dicas de segurança 
Atenção – Observe sinalização como todos os motoristas. No trânsito somos todos iguais. Semáforos, quebra-molas, faixas de pedestres e preferencias devem sempre ser respeitadas.

Cuidado com a roupa – Use sempre peças confortáveis e que ofereçam mobilidade. Uma roupa que trave os movimentos também pode acabar atrapalhando e causar algum acidente.

Atento ao relógio – A pressa é inimiga da perfeição. Organize os seus horários e saia de casa com antecedência. Na correria nunca conseguimos prestar atenção em tudo. E no trânsito, detalhe que passe despercebido pode ser fatal.

Clima – Preste atenção na meteorologia. Se programe ao sair de casa. É possível que o tempo varie ao longo do dia, e para escapar de qualquer imprevisto é sempre bom estar preparado. Capa de chuva, roupa reserva, óculos de sol e filtro solar são fundamentais nesses casos.

Segurança – Luvas e capacetes são acessórios indispensáveis. As luvas garantem firmeza ao ciclista e o capacete o protege de possíveis quedas.