Apucarana

Projeto de iniciativa popular pede salário de professor para vereador

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Um movimento denominado “Cristãos pelo Brasil” em Apucarana, no Norte do Paraná, vai recolher assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular  para reduzir o valor dos subsídios pagos na Câmara no município. O grupo defende a ideia de que um vereador receba o mesmo salário pago a um professor municipal. A proposta tem apoio do Observatório Social de Apucarana (OSA) e deve gerar bastante polêmica.

Um professor municipal de Apucarana recebe hoje R$ 2,1 mil por mês, enquanto o subsídio do vereador está na faixa de R$ 8,8 mil. Já o presidente da Câmara tem vencimentos na ordem de R$ 12 mil.

Segundo o presidente do movimento “Cristãos pelo Brasil”, André Romagnolli, afirma que o Legislativo recebe mensalmente do Executivo 6% do orçamento geral do município. Segundo ele, isto corresponde a 40% do repasse feito à saúde. “Acho que 3% seria um índice ideal para a Câmara de Vereadores trabalhar”, comenta. Ele assinala que o vereador representa o povo e tem que ter um mínimo de recurso para suas atividades. “Mas é preciso refletir sobre o momento de crise econômica por que passa o País”, completa.

Vereador tem salário de R$ 8,8 mil por mês em Apucarana (Foto: Divulgação)


O presidente do Observatório Social (OSA), Mauro de Oliveira Carlos, diz que já algum tempo a entidade está monitorando a Câmara para saber qual sua posição em relação aos subsídios dos vereadores para o próximo mandato. No entanto, a entidade não quer interferir diretamente neste processo, porque no ano passado já esteve envolvida na luta para manutenção das 11 vagas no Legislativo e acabou derrotada.

“O que nós queremos é que alguém mais entre nesta outra luta para reduzir os subsídios dos vereadores, mas contando com nosso apoio”, afirma Mauro Carlos. Ele salienta que já ouviu dizer que a Câmara pretende congelar os subsídios para o próximo mandato. “Mas parece que querem congelar no quente, lá nas alturas, quando deveriam congelar o valor a zero grau”, avalia.

O presidente da Câmara, José Airton Deco de Araújo (PR), diz que desconhece a proposta do grupo “Cristãos pelo Brasil” para nivelar os subsídios dos vereadores ao piso de um professor da rede municipal, por isso prefere não comentar.

Deco salienta que a Câmara tem que definir neste ano os subsídios para o próximo mandato. E para isso todos os vereadores vão se reunir e definir uma proposta em conjunto. “Uma coisa é certa: aumento nem pensar, de jeito nenhum os subsídios serão aumentados”, garante ele, que defende o congelamento do que os vereadores recebem hoje.