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Arapongas

Município de Arapongas consegue zerar mortalidade materna 

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Rosimeire da Silva foi acompanhada durante toda a gestação da filha Lara e permanece no programa no atendimento ao bebê | Foto: Divulgação
Rosimeire da Silva foi acompanhada durante toda a gestação da filha Lara e permanece no programa no atendimento ao bebê | Foto: Divulgação

A auxiliar geral Nilva Pereira da Silva deu à luz a Nicolly há cerca de 10 dias. Ela, que já tem dois filhos, está vivendo um momento totalmente diferente da maternidade. “Quando tive os dois primeiros, não tive todo o apoio que estou tendo agora. Agora nos sentimos à vontade, temos um bom atendimento, ajudam a gente com tudo”, diz a mãe. Nilva, que é assistida pelo Mãe Araponguense desde o pré-natal, recebe os atendimentos direcionados aos primeiros meses do bebê através de oficinas e orientações. “Tenho tudo disponível na mão e não preciso pagar nada”, conclui.

O programa veio para transformar a história e mamães e bebês no município. Criado em 2013 nos moldes do programa Mãe Paranaense, o “Mãe Araponguense” tem a missão de prestar um atendimento com excelência tanto para gestantes durante a fase do pré-natal, quanto para o recém-nascido, que é acompanhado até o primeiro ano de idade, garantindo assim uma ampla assistência sistematizada e individualizada, com foco na segurança das pacientes.

O trabalho envolve diversos setores da saúde, desde as Unidades Básicas de Saúde ao Cisam e também parceiros como a Santa Casa, Samu e Graer, unificando vínculos do sistema de saúde e viabilizando acessibilidade no atendimento.

A costureira Rosimeire da Silva é outra mãe araponguense que usufrui do programa junto da filha Lara, de quatro meses de idade. Ela conta que em todo o processo da gravidez pode contar com profissionais dedicados e atenciosos e reconhece a importância deste trabalho. “Tive todo o acompanhamento, fiz exames e pude ficar tranquila em saber que a equipe estava atenta a tudo que se passava comigo e com meu bebê”, disse Rosimeire.

Para o médico ginecologista e obstetra Guilherme Buzalaf Neto, Arapongas está à frente das cidades de toda a região no atendimento às mães e recém-nascidos. “Nenhuma cidade que atendo na região tem o que Arapongas tem no que se refere a este tipo de assistência. Esse acompanhamento é de extrema importância para segurança de mães e crianças”, afirma o médico.

RESULTADOS

De acordo com o secretário de Saúde, Antônio Garcez Novaes Neto, os resultados do programa em dois anos de atuação chamam atenção. “O mais importante foi zerar a mortalidade materna no município. Também reduzimos em 30% a mortalidade infantil”, afirma o secretário, que anteontem esteve em Curitiba em reunião com o secretário estadual de Saúde em exercício, Sezifredo Paulo Alves Paz, para protocolar um pedido de urgência para a instalação de uma UTI neonatal em Arapongas, o que deve potencializar ainda mais a ação do “Mãe Araponguense”. O pedido teve o apoio da Associação de Entidades de Mulheres do Paraná (ASSEMPA).

Para o prefeito Antônio José Beffa, o “Mãe Araponguense” além de um compromisso de campanha, é um compromisso com a saúde. “Neste governo temos nas pessoas, no ser humano, o foco central de todas as ações, com atenção especial para aqueles que mais necessitam e este programa de atendimento é apenas uma parte das melhorias que temos realizado na saúde de Arapongas”, afirma o prefeito.

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