Arapongas

Transportadora de Arapongas integrava esquema de quadrilha

Da Redação ·
A Polícia Federal deflagrou na manhã de ontem (14) uma operação nacional - Foto: Divulgação
A Polícia Federal deflagrou na manhã de ontem (14) uma operação nacional - Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou na manhã de ontem (14) uma operação nacional em conjunto com a Receita Federal para desarticular núcleos de uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Na região, mandados judicias foram cumpridos em Arapongas, onde a polícia identificou uma empresa de transportes suspeita de envolvimento no esquema. Dezesseis pessoas foram presas, até o fechamento desta edição, entre os quais moradores de Londrina, apontados como chefes da quadrilha.

Segundo a investigação, o patrimônio dos envolvidos ultrapassa R$ 40 milhões. Para viabilizar a ação denominada ‘Operação Ferrari’ a Justiça expediu 49 mandados judiciais em 15 cidades de cinco estados do País. Vinte e três foram cumpridos somente no Paraná. Investigações apontam que entre as empresas usadas para lavagem de dinheiro do tráfico de cocaína está uma transportadora localizada em Arapongas, onde policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva, quando o suspeito é levado à delegacia para depor. O nome do estabelecimento, bem como o endereço onde está situado, não foi divulgado. 

Outra empresa identificada como Auto Posto Ferrari, de Cambé, leva coincidentemente o nome da operação que, segundo a polícia, faz menção ao alto padrão de vida levado pelos traficantes que mantinham casas em condomínios de luxo, carros importados e embarcações. Até o fechamento desta edição, quatro mandados judiciais continuavam em aberto. No geral, foram apreendidos R$ 1.094 milhão em dinheiro e cheques, 42 veículos de luxo, dois reboques, 27 caminhões, duas motos importadas de luxo, 37 celulares, uma arma de fogo e 91 relógios e joias. 

A operação contou com a participação de 300 policiais federais e 28 servidores da Receita Federal, para o cumprimento de 20 mandados de prisão preventiva, 22 mandados de busca e apreensão e sete mandados de condução coercitiva, também nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia e Sergipe.

continua após publicidade




TRÁFICO
- No decorrer das investigações que duraram cerca de 14 meses, a polícia apurou que os chefes do esquema moravam em Londrina e em Hortolândia (SP), em condomínios de luxo, os revendedores residiam em Salvador e no interior de São Paulo. Já o núcleo fornecedor estava instituído em Mundo Novo (MS). Segundo a polícia, pasta de cocaína entrava no País pelo Paraguai, e era transportada para laboratórios de São Paulo e Bahia, onde era refinada, e depois distribuída naqueles estados. 

Após o processo, a quadrilha enviava malas com dinheiro para os chefes em Londrina. A polícia informa ainda que a droga não era comercializada na região, mesmo tendo a base da organização criminosa concentrada em Londrina. A cidade serviria apenas como moradia para os ‘cabeças’ que se passavam por empresários dos ramos de postos de combustíveis, de transporte e de revenda de veículos para driblar atenção a polícia. A Receita Federal constatou ainda, em cruzamento de dados, que o patrimônio dos investigados era até 300 vezes superior à renda declarada. Os detidos foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

(Com reportagem de Cindy Annielli)