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Arapongas

Emprego cresce 2,4% na indústria de Arapongas

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Setor de móveis, com 469 novos empregos, foi o grande responsável pelo resultado (Foto: Sérgio Rodrigo)
Setor de móveis, com 469 novos empregos, foi o grande responsável pelo resultado (Foto: Sérgio Rodrigo)

Dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o emprego na indústria fechou o primeiro trimestre do ano com queda acumulada de 4,6%. Na contramão da tendência nacional, Arapongas registrou aumento de 2,4% na criação de empregos. O bom resultado foi impulsionado principalmente pela indústria moveleira, maior empregadora na cidade. Já Apucarana teve oscilação pequena no período, fechando o primeiro trimestre com queda de 0,4%.

No período, a indústria araponguense criou 456 novos postos de trabalho, atingindo o número de mais de 19,2 mil trabalhadores formais. O desempenho no primeiro trimestre do ano foi impulsionado pela indústria moveleira, que criou 469 novos empregos. O resultado poderia ser ainda melhor se não fosse pela indústria alimentícia, que extinguiu 73 postos de trabalho. Outros setores com saldo positivo foram a metalurgia (25 novos empregos) e a têxtil/vestuário (20).

O presidente do Sindicato das Indústrias Moveleiras de Arapongas (Sima), Nelson Poliseli, afirma que as fábricas de móveis tiveram desempenho razoável no início do ano, mas que a situação agora volta a preocupar. “Os primeiros meses foram bons, mas o mês de maio tem sido muito ruim, com uma queda acentuada de negociações. A indústria está em compasso de espera”, diz, lembrando que o setor vem sendo onerado com a alta da energia elétrica e tributação.

Assistente de marketing de uma fábrica de móveis de Arapongas, Antônio Sérgio Duarte explica que a produção nestes últimos meses parou de oscilar. “Houve uma estabilização no mercado moveleiro nesses primeiros meses do ano. Esperamos que, pelo menos, esse patamar se mantenha. Há uma expectativa, inclusive, de pequeno crescimento até o final do ano devido a uma demanda reprimida no mercado. Não tanto quanto gostaríamos, mas pelo menos esperamos que não haja retração”.

Já o proprietário de outra fábrica em Arapongas, Jaelson Biacio Júnior, não é tão otimista. “Já estivemos em uma situação muito melhor do que agora. Realmente o desempenho no início do ano foi positivo, mas a expectativa para o restante do ano não é tão boa. A matéria-prima está subindo e a comercialização do produto não tem sido muito boa”, avalia.

APUCARANA

O desempenho da indústria no município apucaranense neste primeiro trimestre foi negativo, mas foi melhor do que a média nacional. A retração de postos de trabalho em Apucarana foi de 0,4%, com 55 empregos extintos. O município registrou, ao final de março, 13,8 mil pessoas empregadas formalmente, segundo o Caged.

A indústria do vestuário praticamente se manteve estável no período, com oito novos postos de trabalho criados. O setor alimentício foi o grande criador de empregos no período, com 58 novos postos de trabalho. A indústria do couro também obteve destaque, com saldo positivo de 47 empregos. Já a indústria de calçados teve saldo negativo de 94 postos de trabalho, sendo o pior setor na cidade.




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