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Gaeco apura pagamento de propina em Arapongas

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Gaeco apura pagamento  de propina em Arapongas
Autor O esquema em Arapongas foi descoberto por meio de acordos de delação premiada de empresários que pagaram propina - Foto; Delair Garcia - Foto: Reprodução

O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) está investigando servidores da Receita Estadual de Arapongas.

Segundo o promotor de Defesa do Patrimônio Público de Londrina, Renato de Lima Castro, o esquema de cobrança de propina seguia os mesmos moldes do descoberto em Londrina na Operação Publicano, no qual auditores abordavam donos de empresas que deviam impostos ao Paraná e exigiam dinheiro para não aplicar multas milionárias. 

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Segundo o Ministério Público (MP-PR), a prática ocorre há pelo menos 20 anos em Arapongas. Um empresário, cansado das sucessivas cobranças de propinas, chegou a fechar as portas da empresa a qual era dono. 

Segundo o promotor Renato de Lima Castro, alguns fiscais da agência da Receita Estadual em Arapongas, subordinada à delegacia em Londrina, agiam sob o comando da quadrilha composta por auditores fiscais, empresários e “laranjas”, pessoas que foram utilizadas para a abertura de empresas.  Em depoimento ao MP-PR, um empresário contou que entre 1995 e 1996 pagou R$ 5 mil de propina para auditores da quadrilha suspeita de organizar o esquema. Em 1997, esse mesmo comerciante disse que novamente foi abordado, desta vez, pelo auditor Orlando Aranda - preso na Operação Publicano.

Conforme o empresário, Aranda exigiu 35 mil dólares de propina. Ao MP-PR, o empresário disse que fechou a empresa porque não suportou o assédio dos fiscais da Receita.

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Conforme as investigações, outros empresários de Arapongas, todos do ramo moveleiro, também foram abordados e ameaçados por fiscais corruptos. Para a promotoria, Orlando Aranda faz parte da quadrilha chefiada por Márcio de Albuquerque Lima, ex-inspetor da Receita Estadual do Paraná. 

O esquema em Arapongas foi descoberto por meio de acordos de delação premiada de empresários que pagaram propina. “Eram cobrados valores enormes. Quantias de R$ 100 mil, R$ 200 mil e até R$ 600 mil que foram pagas por empresários de Arapongas”, disse o promotor Renato de Lima Castro em entrevista à Rede Paranaense de Comunicação (RPC). (Com informações do G1 Paraná).

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