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​Esquema de corrupção na Receita também chegou a Arapongas, diz MP

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O Ministério Público do Paraná (MP-PR) aponta que o suposto esquema de corrupção montado dentro da Receita Estadual de Londrina, no norte do Paraná, também atuou em outras cidades da região. Conforme a promotoria, a cidade de Arapongas, na Região Metropolitana de Londrina, era uma das “filiais” do grupo. As investigações do MP-PR sobre o caso de sonegação de impostos e de cobrança de propina começaram há dez meses e ganharam o nome de Operação Publicano. Ao todo, 62 pessoas foram denunciadas pelo MP à Justiça.

Entre eles estão 15 auditores fiscais, além de empresários, contadores e pessoas utilizadas como "laranjas" em aberturas de empresas de fachada. De acordo com o promotor Renato de Lima Castro, fiscais da agência da Receita Estadual de Arapongas, subordinada à delegacia de Londrina, agiam sob o comando da suposta quadrilha denunciada à Justiça.

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Conforme o promotor, o grupo cobrava quantias de R$ 100 mil a R$ 600 mil de empresários da cidade. O dinheiro arrecadado era dividido entre os integrantes da organização criminosa, afirma Castro. Ainda segundo Castro, os auditores fiscais abordavam empresas que deviam impostos, e exigiam dinheiro para não aplicar multas milionárias. “É fato que um dos integrantes dessa organização criminosa de Londrina comparecia à Agência de Rendas de Arapongas com um fiscal de lá.

A partir de então, montava-se um plano de ação no sentido de solicitação e exigência de vantagens indevidas de empresários do setor moveleiro de Arapongas”, explica o promotor. Para Castro, as empresas do setor moveleiro eram escolhidas por causa da grande movimentação financeira. “É um setor que arrecada muito dinheiro e, portanto, teoricamente, deve também muito ICMS [Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços]. É um solo propício para que sejam solicitadas vantagens indevidas”, aponta. O esquema foi revelado por meio de investigações e também por acordos de delações premiadas fechados com empresários que pagaram propina aos auditores fiscais, revela o promotor. “Nós temos conhecimento que um empresário pagou R$ 600 mil para dois fiscais, para que houvesse uma redução das multas a serem impostas”, detalha o promotor.

Com informações do G1.

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