Arapongas

Arapongas fechará duas escolas rurais em 2015

Da Redação ·
Todas as turmas, de ambas as escolas, tem menos de 10 alunos em sala. Na Rocha Pombo, são 18 alunos em toda a escola. Já na João XXIII (foto), apenas 16 - Foto: Sérgio Rodrigo
Todas as turmas, de ambas as escolas, tem menos de 10 alunos em sala. Na Rocha Pombo, são 18 alunos em toda a escola. Já na João XXIII (foto), apenas 16 - Foto: Sérgio Rodrigo

Depois de quase um ano inteiro de impasse, a secretaria de Educação de Arapongas definiu que as escolas rurais João XXIII, situada na localidade do Novo Mundo, e Rocha Pombo, na Gleba Orle, não vão funcionar no próximo ano letivo.

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Alegando que as unidades tem pequena quantidade de alunos - atualmente as duas escolas juntas somam 33 alunos - a secretaria teve que protelar o fechamento das unidades por um ano, por conta da resistência dos pais - que se mobilizaram no início deste ano letivo - e uma ação judicial. 

A intenção do município era suspender as aulas nas escolas após o retorno das férias de julho, quando foi cassada uma liminar que impedia o fechamento das unidades. No entanto, as aulas retornaram normalmente para que o ano letivo pudesse ser concluído. “Poderíamos ter fechado as unidades em julho, mas entendemos que romper o ciclo pedagógico dos nossos alunos, transferindo-os de unidade, seria prejudicial. Por este motivo, esperamos o ano letivo e se encerrar”, explicou a secretária de Educação, Elizabeth Humai de Toledo.

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A decisão sobre a suspensão das aulas nas duas escolas se dá pelo entendimento, tanto da Secretaria de Educação como do Núcleo Regional de Educação, de que a pequena quantidade de alunos é prejudicial para o desenvolvimento pedagógico e social das crianças. Todas as turmas, de ambas as escolas, tem menos de 10 alunos em sala. Na Rocha Pombo, são 18 alunos em toda a escola. Já na João XXIII, apenas 16.

“Se houvesse demanda, previsão de mais matrículas para o ano que vem, de modo que o número de alunos por classe aumentasse para pelo menos 10, com certeza não suspenderíamos as aulas nas escolas”, afirmou.

Os alunos destas duas unidades serão remanejados para as escolas próximas ou para as que os pais preferirem. “A escola para todos estes alunos está garantida, seja na área rural ou urbana, de acordo com a preferência dos pais”, afirma.

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AÇÃO

O fechamento das escolas vinha sendo questionado pelo Ministério Público que, em janeiro, expediu uma recomendação administrativa para que o município não paralisasse as atividades. 

Como a recomendação não foi atendida, o Ministério Público ajuizou ação e obteve a decisão liminar favorável. A partir disso, o município precisou cumprir a medida, retornando os alunos às escolas rurais. Como cabia recurso, reverteu a decisão junto ao Tribunal de Justiça.