Arapongas

Arapongas “exporta” passageiros

Da Redação ·
A rodoviária de Arapongas tem mais de 20 anos. O local nunca passou por nenhuma reforma significativa que acompanhasse o crescimento populacional e a crescente demanda da cidade desde que foi criado
fonte: Foto: Sérgio Rodrigo
A rodoviária de Arapongas tem mais de 20 anos. O local nunca passou por nenhuma reforma significativa que acompanhasse o crescimento populacional e a crescente demanda da cidade desde que foi criado

As linhas de ônibus disponíveis pela rodoviária de Arapongas, tanto da frota intermunicipal como interestadual, não são suficientes para atender a necessidade dos usuários. A informação é do próprio gerente do local, Reivaldo dos Santos, que recentemente fez um relatório comprovando a necessidade de ampliação das linhas por parte das empresas que realizam o serviço no município.

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Atualmente passam pela rodoviária cerca de 1,2 mil pessoas por dia, sendo a maioria usuários do transporte metropolitano. Segundo Santos, o número poderia ser mais expressivo se as agências disponibilizassem mais linhas passando por Arapongas. Hoje existem apenas 10 onde o embarque é feito no próprio município.

“As pessoas procuram passagens, mas como não temos como oferecer, precisamos direcioná-las às cidades vizinhas. O movimento da rodoviária poderia ser o dobro do que é hoje se houvesse mais linhas disponíveis em Arapongas. É muito comum as empresas venderem passagens aqui, mas o embarque dos passageiros acontecer em cidades vizinhas, como Maringá e Londrina”, explica.

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A rodoviária de Arapongas tem mais de 20 anos. O local nunca passou por nenhuma reforma significativa que acompanhasse o crescimento populacional e a crescente demanda da cidade desde que foi criado.

“Temos um polo moveleiro fortíssimo que recebe pessoas de fora do Estado. Alguns empresários do ramo acabam enviando táxi para buscar seus representantes em Londrina, porque não existem linhas de ônibus que vêm até Arapongas. Todas essas questões foram pontuadas no relatório”, garante.

NEGÓCIOS

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O presidente do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas, Nelson Poliseli, é favorável à melhora no setor.

“Apesar de grande parte dos representantes das indústrias do município virem para cá de avião, alguns que moram mais perto acabam utilizando ônibus. Nesse caso, é comum que a empresa encontre uma maneira de buscá-los em Londrina, porque muitas linhas não vêm até a cidade de Arapongas. Aí é aquele transtorno de locar um táxi ou até ir com o carro próprio”, diz.

O relatório feito pelo gerente da rodoviária de Arapongas foi encaminhado a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), à Prefeitura e à Câmara de Vereadores. A intenção é que os órgãos tentem uma parceria para que a solicitação chegue ao Ministério dos Transportes, que é o setor responsável por solicitar o aumento de linhas ou licitar novas empresas para começaram a atuar em Arapongas.