Arapongas

Empresa desiste de atuar no rotativo de Arapongas

Da Redação ·
Rotativo atuava nas principais ruas do  centro de Arapongas  | Foto: Thamiris Geraldini
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Rotativo atuava nas principais ruas do centro de Arapongas  | Foto: Thamiris Geraldini

Motoristas que estiveram ontem no centro de Arapongas foram surpreendidos pelo fim do estacionamento rotativo regulamentado. A Caiuá, empresa responsável pelo serviço, pediu suspensão do contrato, e não atua mais no trânsito.

Segundo informações da prefeitura, o contrato entre empresa e município foi suspenso na última sexta-feira. Após a redução da área de atuação da Zona Pássaro Branco, realizada no ano passado, a empresa alegou não conseguir manter o equilíbrio econômico previsto em contrato.

Segundo o procurador jurídico da prefeitura, Fernando Sartori, a empresa solicitou a suspensão temporária alegando que não estava compensando financeiramente manter uma sede no município. “A empresa nos deu duas opções: ou aumentaríamos o valor cobrado no estacionamento ou suspenderíamos o contrato até que esta ação civil pública esteja em trânsito julgado”, diz. No ano passado, o MP entrou com uma ação civil pública e obteve liminar proibindo os agentes da empresa de multarem os motoristas. A ação pede, inclusive, o ressarcimento de multas pagas pelos usuários.

De acordo com Sartori, a empresa alegou que não estava conseguindo recursos sequer a folha de pagamento dos funcionários. Vinte e três agentes vinham atuando no trânsito, um número de funcionários menor que o necessário.

Agora, o município estuda uma medida paliativa para que o estacionamento rotativo volte a funcionar até que uma nova empresa seja licitada para prestar o serviço. “Nós devemos aguardar as recomendações do MP (Ministério Público) para remodular o sistema e colocá-lo dentro da legalidade, a partir daí o serviço será licitado novamente”, comenta o procurador. 

Pegos de surpresa, os moradores da cidade defendem que o estacionamento é importante para manter a organização nas vagas disponíveis no centro. 

“Eu acho importante a cidade adotar o sistema rotativo, mas faltava organização. Antes a gente precisava ficar procurando as moças para conseguir comprar o cartão. Na minha opinião, a cidade deveria ter aquelas máquinas que a gente mesmo coloca o dinheiro e imprime o cartão, como tem em Londrina”, defende o araponguense Airton Prado.

Na opinião de Arthur Pitta, morador da cidade há 50 anos, o município deve se apressar para contratar outra empresa para dar continuidade ao serviço. “Se não tiver o rotativo, fica impossível estacionar no centro. O pessoal que chega mais cedo estaciona e passa o dia todo na vaga. Precisa desse serviço para conseguir organizar as vagas e ter lugar para todo mundo”, diz.

A reportagem tentou contato com a Caiuá para comentar o assunto, mas a empresa estava fechada ontem e ninguém atendeu as chamadas telefônicas ao número da sede.

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