Arapongas

Balança comercial acumula saldo negativo em Arapongas

Da Redação ·
Info: Wil Leite
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Info: Wil Leite

Arapongas movimentou US$ 244 milhões com importações e exportações, de janeiro a outubro deste ano. As vendas para outros países chegaram a US$ 81,1 milhões, queda de 3,4% em comparação com o mesmo período do ano passado. Já as compras de outros países tiveram alta de 28,3%, alcançando US$ 162,8 milhões. Com isso, o município registra saldo negativo de US$ 81.769.028 em sua balança comercial no acumulado do ano.



Os dados, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), assustam à primeira vista, mas estão longe de ser motivo de preocupação para o setor econômico de Arapongas. De acordo com o economista Rogério Ribeiro, o saldo negativo na balança comercial - ou o baixo saldo positivo - é recorrente, em virtude das características de indústrias instaladas no município, dentre elas, a de defensivos, que usa insumos importados.

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“O que precisa ser avaliado é que esses insumos são transformados em produtos de alto valor agregado, comercializados no mercado interno. Se a indústria está importando muito é porque tem renda, mostra que a economia do município tem força”, ressalta Ribeiro.


Segundo o economista, o dado mais relevante na análise da balança comercial é a chamada “corrente de comércio”, representada pela soma das importações e das exportações. “Esse alto valor movimentado mostra a força da economia do município. Arapongas tem uma indústria extremamente importante para o Estado”, destaca.

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MÓVEIS
O parque moveleiro configura em dois lados opostos da balança comercial de Arapongas: é o maior exportador, mas não faz importações representativas. O secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Irineu Berestinas, acredita que esse setor apenas realiza compras de países estrangeiros quando se trata de aquisição de capital físico.


“Uma coisa é essa indústria importar matéria-prima, como MDF, depender desse insumo, não é o caso. Adquirir equipamentos, maquinário de fora, se for o caso, é extremamente positivo”, avalia.


Na opinião do secretário, a queda de 3,4% nas exportações de 2012 para agora não é alarmante. Ele relata que há cerca de nove anos a valorização do câmbio vem desestimulando as exportações e que, só recentemente, com a desvalorização do real frente ao dólar, exportadores e empresários que têm interesse de exportar estão vendo “uma luz no fim do túnel”.

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Em Apucarana, exportações crescem até outubro


A balança comercial de Apucarana registrou saldo positivo de US$ 53 milhões de janeiro a outubro deste ano. As exportações alcançaram US$ 72.944.789, crescimento de 15,7% em comparação com o mesmo período de 2012. Já as importações, caíram 5,8%, ficando em US$ 19,9 milhões.
Angola está no topo da lista de países para os quais Apucarana exporta, representando 31,3% da fatia de exportações, de janeiro a outubro deste ano. Em seguida, aparecem Coréia do Sul (18,1%) e Itália (15,9%) como principais mercados receptores de mercadorias apucaranenses. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic).

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O principal produto exportado pelo município é a farinha de milho. De janeiro a outubro, o produto correspondeu a US$ 22,6 milhões do montante enviado ao exterior. Na sequência, aparecem artigos de couro bovino, responsáveis por 19,6% das exportações, e couros e pele bovinos, representando 14,9%. Grãos de milho e óleo de milho aparecem na sequência como importantes produtos.


No contraponto da importação, a China aparece como país de onde mais Apucarana compra produtos (34,1%), seguida por Estados Unidos (12%) e Itália (10,4%). Os principais produtos importados são barras de aço, borrachas sintéticas e artificiais, entre outros.