Arapongas

Após protesto, Beffa recebe professores e pede paciência

Da Redação ·
Professores cobram reajustes salariais, horas atividades e eleições para diretores (Foto - Sérgio Tibi)
fonte:
Professores cobram reajustes salariais, horas atividades e eleições para diretores (Foto - Sérgio Tibi)

Professores municipais de Arapongas protestaram na manhã de ontem por melhorias à categoria. Apoiados pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sispamas), o grupo se encontrou em frente à Igreja Matriz e percorreu a Avenida Arapongas até a prefeitura municipal. O prefeito Antônio José Beffa (PHS) recebeu os manifestantes, informou sobre a intenção de conceder reajustes salariais à classe e pediu paciência aos docentes. 

Entre as reivindicações, segundo o presidente do Sispamas, Aparecido de Oliveira, estão a hora atividade, concessão de licença prêmio, eleição para diretores e aumento salarial. “Queremos um índice justo. O prefeito explicou que há um limite que se pode gastar com folha de pagamento. Vamos ver qual o índice que pode ser concedido para brigar pelo aumento”, afirmou. Ele questiona que os recentes reajustes concedidos pela prefeitura não contemplaram todas as categorias. “Queremos que o professor também seja beneficiado. Sem professor e sem educação não há nenhum profissional”, argumenta. 

A professora Maria Silvana Molina também critica o que chama de falta de isonomia. “Fico feliz que as outras categorias conseguiram aumento expressivo através do sindicato municipal, mas a classe de professores também precisa ser beneficiada e valorizada”. Já Mariza da Criz Gobbo avisou que as cobranças vão continuar. “Vamos continuar reivindicando até sermos atendidos”, afirmou.

Após o percurso, os manifestantes foram recebidos pelo prefeito padre Beffa a portas fechadas. Após a reunião, o prefeito ressaltou os recentes reajustes concedidos a diversas categorias do funcionalismo público e garantiu que chegará a vez dos responsáveis pela educação nas primeiras séries escolares. “Neste ano, aumentamos o salário de 72% do funcionalismo público, porém ainda não chegamos aos professores. Pedi a paciência de todos, pois a média é aumentar o salário de 100% dos funcionários municipais”, relatou Beffa à Tribuna.

O prefeito advertiu, no entanto, que os reajustes não poderão extrapolar os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. “Somos reféns da lei e do tribunal. Ainda não houve acordo, pois será preciso encontrar algum subterfúgio para conseguir atender essa reivindicação”. 

O presidente do sindicato disse ter saído satisfeito. “Ele deu a palavra que a partir do mês de setembro iniciará um estudo para chegar a um índice de aumento para o professor”, disse Oliveira. 

Apesar de conversar com os dois sindicatos que reivindicam a prerrogativa de defender os interesses dos professores, a prefeitura ainda não reconhece nenhum como o representantes oficial da classe, uma vez que existe uma disputa judicial em curso.

continua após publicidade