Arapongas

Arapongas retoma coletiva seletiva

Da Redação ·
 Moradora de Arapongas descarta material em ponto de coleta na prefeitura
fonte: Sérgio Rodrigo
Moradora de Arapongas descarta material em ponto de coleta na prefeitura

A partir de 26 de agosto, Arapongas incorrerá em mais uma tentativa de implantar a coleta seletiva no município. O desafio é encarado com otimismo pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, apesar do insucesso das últimas administrações com a iniciativa. O problema, neste caso, se chama conscientização popular. A mobilização comunitária a partir das escolas será a estratégia adotada para que iniciativa finalmente vingue. 

Segundo o diretor municipal de Serviços Públicos, Roberto Dias, os resíduos recicláveis serão recolhidos uma vez por semana nos bairros e duas vezes no centro pela Companhia de Desenvolvimento de Arapongas (Codar), que licita a compra de três caminhões sonorizados para o serviço. “Oitenta por cento do material irá para a Coopreara (Cooperativa de Recicladores de Arapongas) e vinte para a Ascar (Associação dos Coletores Ambientais de Arapongas). Eles serão responsáveis pela triagem”, informa. Ficará a cargo da Sanetran o encaminhamento do lixo orgânico e detritos ao aterro sanitário. 

O desafio, porém, é promover a mudança de hábito da população, algo já tentado nas últimas gestões sem sucesso. Para o presidente do Conselho de Municipal de Meio Ambiente, Salvador Carvalho dos Santos, a dificuldade se concentra em conscientizar os moradores. “Algumas pessoas acham que não têm nada a ver com o assunto, acreditam que é um dever do poder público. Então, é preciso um trabalho de educação”, afirma Salvador, opinando que as experiências passadas, contudo, ajudam o trabalho a não começar “do zero”. 

DESAFIO - Ciente do desafio, o secretário municipal de Meio Ambiente, Justo Marques, vai apostar nos estudantes como disseminadores da iniciativa. “Orientando os filhos, eles passam a cobrar mais seus pais”, aposta. Além disso, serão realizadas reuniões comunitárias nas escolas, entrega de panfletos e mobilização através dos veículos de comunicação. “Esse processo de conscientização deverá levar de seis meses a um ano”, estima Marques. 
 

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