Arapongas

Prefeitura defende projeto de construção de trincheiras

Da Redação ·

Acidentes em linhas férreas continuam preocupando moradores que necessitam atravessar os trechos constantemente. Buscando segurança, a Prefeitura de Arapongas está defendendo um projeto visando a construção de trincheiras nos pontos onde há maior necessidade. O município é praticamente cortado em dois pela linha férrea, inclusive na área central, onde os trilhos correm paralelamente à Avenida Maracanã, uma das mais importantes do município. “Entendemos a importância dessa obra para oferecer mais segurança à população. Não podemos esperar que outros acidentes aconteçam”, defende o secretário de Governo, Vanderlei Sartori. Ele adianta que um projeto para definir as obras já foi protocolado no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do Governo Federal. O plano visa instalar três trincheiras em áreas de risco. “A princípio pretendemos construir uma trincheira na linha paralela à Avenida Maracanã onde se concentra maior fluxo de usuários”, comenta citando o cruzamento entre a avenida e a Rua Drongo, um dos mais movimentados da cidade. O secretário não detalhou onde as outras passagens serão inseridas. “O projeto ainda está em análise, mas apesar da grande necessidade, é pouco provável que as obras comecem este ano”, analisa Sartori, justificando que o município não possui verba suficiente para custear o projeto. “Precisamos da ajuda do Governo Federal para colocar o projeto em prática”. Para o presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Arapongas, Devanir Estrada, a construção de trincheiras seriam bem vindas. Segundo ele, existe grande tráfego de pessoas em pontos onde a linha a férrea serve de travessia na cidade. “O ideal seria que isso fosse possível em todos os pontos onde existe travessia”, opina. APUCARANA - Em Apucarana, a morte de um homem na noite de terça, atropelado por um trem na Vila Apucaraninha, reacendeu a discussão sobre a segurança no bairro. Mauro Ramos de Souza, 29 anos, tentava atravessar a composição em movimento quando caiu nos trilhos e acabou atingido. Assim como ele, outras pessoas perderam a vida ou ficaram mutiladas na região. A aposentada Cecília Batista Miranda faz o mesmo trajeto todos os dias. “O movimento é grande. As pessoas cortam caminho e vão para o trabalho, escola e por ali é mais perto. Só quem possui carro não atravessa os trilhos”, afirma. Outros problemas preocupam os moradores da região. O mato alto nas proximidades favorece a incidência de crimes. “Bandidos se escondem em meio ao matagal para praticar crimes”, conta a empregada doméstica Elizabete aparecida Vitorino, que todos os dias atravessa a linha férrea para ir ao trabalho e voltar para casa.

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