Apucarana

Viúva de homem morto a tiros em Apucarana pede ajuda

Grávida de cinco meses e mãe de um filho de três anos, ela tenta se manter em pé após a morte do marido

Da Redação ·

Jéssica Benedita Nunes dos Santos, de 30 anos, moradora de Apucarana, vive momentos difíceis. Grávida de cinco meses e mãe de um filho de três anos, ela tenta se manter em pé após a morte do marido. Paulo Roberto Neves da Silva, de 34 anos, foi assassinado a tiros na tarde do último domingo (27)

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Jéssica e Paulo estavam casados há 14 anos. Ele trabalhava com carteira assinada e sustentava a casa. "Meu marido passava nessa tabacaria  todo domingo com os amigos, eles pegavam um frango assado no mercado e iam pra tabacaria, ficavam sentados lá comendo e bebendo cerveja. Ele conhecia o outro rapaz que morreu, mas de jogo, não tinha uma amizade. Eu tinha acabado  de falar com ele no telefone, ele tinha acabado de se despedir de todos porque eu tinha ligado avisando que o almoço estava pronto. Ele chamou meu sobrinho, que também foi baleado e se encontra internado, pra irem pra casa almoçar e assim que eles estavam saindo da tabacaria foram surpreendidos com os tiros. Meu marido foi socorrido, mas não resistiu. Ele estava no lugar errado, na hora errada", disse.

A jovem pede ajuda para acertar as contas de água e luz que estão atrasadas, além de pedir em prol de seu filho. "Eu estava trabalhando em uma fábrica de máscara descartável, mas no momento não tenho psicológico pra continuar na empresa. O que eu preciso no momento e só acertar as contas de água e luz que estão atrasadas e as coisas pro meu filho. Não imaginávamos que tudo isso iria acontecer, se quiserem me ajudar de alguma forma tenho meu telefone (43) 9 9810-8508 e estou morando no Sumatra", explica. 

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A viúva espera por justiça e se agarra às lembranças do marido. "Espero que quem fez isso pague pelo que fez, pois meu marido era um cara trabalhador, honesto, mesmo com todas as dificuldades que enfrentava, estava sempre feliz com um sorriso no rosto. No sábado ele foi trabalhar e chegou todo feliz pois iria mudar de função e iria ganhar mais, falou pra mim nossa vida vai mudar pra melhor mas não deu tempo. O Paulo sempre vai ser lembrado como um cara extraordinário, era feliz, brincava com todo mundo, um pai sensacional  e um marido incrível", finaliza. 

Atualização:  Na tarde desta sexta-feira (1º), Jéssica entrou em contato com a redação do TNOnline e informou que as contas de água e luz já foram pagas e agradeceu a ajuda de todos. 

O crime: 

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A 17ª SubDivisão Policial de Apucarana está intensificando as investigações para elucidar o duplo homicídio ocorrido na tarde de domingo(27), em Apucarana. O delegado-chefe, Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, diz que são várias as linhas de investigação em andamento, que devem se afunilar nas próximas horas, conforme ocorrem as oitivas de vítimas e testemunhas e a polícia consiga averiguar as informações. “Inicialmente, a gente acredita, até pelas pessoas envolvidas, que isso possa ter sido decorrente de uma disputa por ponto de tráfico de drogas ou um acerto de contas por conta de dívidas do tráfico. Mas isso ainda muito preliminarmente”.

O crime ocorreu no início da tarde, na Avenida Aviação, no Jardim Colonial. Pelo menos três homens chegaram em uma loja de conveniência e começaram a fazer vários disparos. Um homem, Julio Cesar de Oliveira, 39 anos, conhecido como Cesinha, que seria o alvo da execução, morreu ainda no local. Paulo Roberto Neves da Silva, 34 anos, chegou a ser socorrido, mas morreu na ambulância, antes de chegar ao Hospital. Outras três pessoas foram feridas na ação. “Estou em Apucarana desde 2016 e acho que não vi, antes, uma ação criminosa tão violenta quanto essa. Poderia ter atingido outras pessoas”, diz o delegado.

Além dos dois óbitos, a ocorrência teve mais três pessoas feridas por armas de fogo. “Uma pessoa morreu no local, a outra morreu na ambulância, e foram localizados três alvejados, em fuga inclusive. A PM localizou eles, acionou o Samu para os primeiros atendimentos”, resumiu o delegado.

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“É uma situação atípica, uma ação criminosa violenta, com vários disparos. Não tem como precisar nem o número de disparos ainda. Mas a perícia conseguiu coletar estojos das munições deflagradas” explicou Marcus Felipe, que também espera informações sobre a perícia nos veículos envolvidos, bem como das necropsias realizadas.

O delegado destaca que a prioridade das investigações, nesta fase inicial do inquérito instaurado, é levantar mais informações que permitam esclarecer algumas circunstâncias da ação criminosa e do envolvimento das pessoas atingidas. “A divisão de homicídios, a criminalística, enfim, toda a equipe já intensificou os trabalhos para identificar e qualificar os responsáveis por essa ação criminosa”, reitera o delegado. Segundo ele, nessa fase, as informações de testemunhas, eventuais denúncias anônimas pelo fone 181, “são fundamentais para a investigação. E a gente verifica cada uma delas”.

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O delegado informou na manhã desta segunda-feira (29) que pretendia ouvir, ainda durante o dia, um dos feridos no episódio, um homem que tinha um mandado de prisão contra ele, por pensão alimentícia, e que foi encaminhado à SDP depois de receber alta no hospital, após atendimento. Ele informou que também pretende ouvir os outros dois feridos, que estavam em atendimento hospitalar ainda, tão logo seja possível.

Preliminarmente, conforme assinala o delegado, acredita-se que o alvo da ação tenha sido Julio Cesar de Oliveira, 39 anos, já conhecido da Polícia. A outra vítima fatal da ocorrência, Paulo Roberto Neves da Silva, 34 anos, a princípio, não teria chegado à loja de conveniência com a outra vítima. “Mas são informações ainda muito preliminares. A gente não pode afirmar com certeza sobre essa situação, de que segunda vítima não estaria junto com a primeira”, ressalta o delegado.

MENOR

Um outro ferido na ocorrência, seria um menor de idade, que foi atendido pelo Samu e encaminhado ao hospital da Providência, onde passou por cirurgia no intestino e deve receber alta nos próximos dias.