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    Veto em decreto não afeta mercado de armas na região

    Veto em decreto não afeta mercado de armas na região
    Foto por Reprodução
    Escrito por Aline Andrade
    Publicado em 17.04.2021, 11:51:39 Editado em 17.04.2021, 11:51:55
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    Passaram a valer no último dia 13 os decretos sobre porte e posse de arma editados pelo presidente Jair Bolsonaro em fevereiro. O texto original visava ampliar e facilitar a venda dos produtos, mas, em decisão individual, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber, suspendeu liminarmente trechos importantes do documento. A suspensão atinge por exemplo, o trecho que aumentava, de dois para seis, o limite de armas de fogo que o cidadão comum pode adquirir. Os limites para compras de armas e munição para caçadores, atiradores e colecionadores – conhecidos como “CACs”, ampliados em grande escala pelo decerto de Bolsonaro, também foi vetado. 

    Mesmo com as restrições impostas, a venda de armas e munições na região seguem em alta. Para a despachante de armas de Apucarana Nilsa Christi, os vetos do decreto relativos a comercialização não devem se manter. “Acredito que alguns pontos como a permissão de adolescentes a partir de 14 anos manusear armas de fogo deve continuar vetada, mas pontos que restringem a quantidade de armas e munição que podem ser vendidas devem ser liberados, de acordo com o decreto. Isso porque o cidadão deve ter liberdade de para adquirir o número de armas desejado, desde que siga todas as normas. O mesmo vale para a compra de munições, o limite hoje é muito pequeno, principalmente para quem pratica o tiro esportivo, cerca de 80% do público de compradores aqui na região”, avalia.

    Ainda de acordo com ela, as vendas se mantiveram bastante aquecidas até o final do ano passado, mas a partir deste ano, houve uma retração. “Comparando nossas vendas de novembro de 2020 com as vendas de março deste ano, tivemos uma queda de 60%. Acredito que a pandemia afetou a economia e fez a compra de armas ficar em segundo plano. Mesmo assim, estamos retomando as vendas e acredito que no máximo até a julho devemos voltar ao mesmo patamar”, considerou.

    Em Arapongas, as vendas apresentaram uma retração menor, de acordo com o despachante e proprietário de um clube de tiro Itamar Araújo. Para ele, os vetos no decreto do presidente devem influenciar diretamente as vendas de armamento. “Tivemos uma redução de cerca de 10% nas vendas deste ano, principalmente pelo impacto financeiro causado pela pandemia. Eu acredito que se o STF mantiver os vetos arbitrários feitos ao decreto do presidente, a procura por armamento e munições devem cair ainda mais e a prática do tiro esportivo também deverá sofrer prejuízo. Vejo os decretos de forma positiva, eles apenas pretendem encurtar o processo para aquisição das armas, mas toda a regulação continuará nas mãos do exército”, argumentou.

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