Suspeito de planejar roubo violento em Apucarana é preso pela Polícia Civil
Investigação da Polícia Civil apontou que o suspeito selecionou o alvo, forneceu as armas e recrutou os executores; Justiça decretou prisão preventiva

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, prendeu na manhã desta sexta-feira (3) um homem investigado por ser o mentor intelectual de um roubo violento registrado em 12 de março deste ano, em Apucarana, no norte do Estado.
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Segundo as investigações, o suspeito teria sido responsável por escolher a residência alvo da ação criminosa, fornecer as armas utilizadas no assalto e recrutar os executores do crime. A prisão preventiva e os mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo Juízo das Garantias da 1ª Vara Criminal da Comarca de Apucarana.
Na ocasião do roubo, os criminosos levaram três armas de fogo, munições, um veículo, dinheiro em espécie e diversos outros objetos. As vítimas foram rendidas sob grave ameaça e sofreram agressões com golpes de coronha, resultando em lesões corporais.
Dois dos autores que executaram diretamente o crime — um adolescente e um adulto — morreram no dia seguinte, 13 de março, durante confronto com equipes da Polícia Militar em uma área de mata da região. Um terceiro envolvido no crime, de apenas 14 anos, também foi atingido e morreu no sábado (14) no hospital de Apucarana.
Durante o andamento das investigações, a Polícia Civil conseguiu recuperar duas das armas utilizadas na ação. Os armamentos foram localizados nos dias 27 e 28 de maio, submersos no lago do Parque da Raposa, em Apucarana, com apoio do Corpo de Bombeiros.
De acordo com a PCPR, a principal motivação do grupo criminoso era a subtração de armas de fogo. Os investigadores apuraram que o suspeito preso tinha conhecimento de que uma das vítimas, parente de policiais militares, mantinha armamentos em casa, circunstância que teria levado à escolha do imóvel como alvo do assalto.
Ainda conforme a corporação, o homem possui condenações anteriores por roubo majorado e receptação e cumpria pena em regime semiaberto, sendo monitorado por tornozeleira eletrônica no momento da prisão.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para o completo esclarecimento do caso e para a responsabilização criminal de todos os envolvidos no crime.
