Apucarana

'Sempre muito alegre', diz amigo de jovem preso na Tailândia

Jordi Vilsinski Beffa completa 24 anos nesta quinta-feira (24). Nas redes sociais, muitos amigos demonstram carinho pelo apucaranense

Da Redação ·
Jordi Vilsinski Beffa, de 24 anos
fonte: Arquivo pessoal
Jordi Vilsinski Beffa, de 24 anos

O jovem de Apucarana, Jordi Vilsinski Beffa, que está preso na Tailândia por tráfico de drogas, completa 24 anos nesta quinta-feira (24). Ele foi detido na madrugada do dia 14 de fevereiro, após ser flagrado com 6,5 quilos de cocaína no Aeroporto de Bangkok. Nas redes sociais, muitos amigos demonstram carinho pelo apucaranense.

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"O que eu tenho pra falar dele é que o conheço desde meus 12 anos. Sempre muito alegre e adorava curtir uma festa com os amigos. Não sei o que levou ele a fazer isso. Só quero meu amigo de volta. Ele tinha uma vida linda aqui e todos gostavam dele. Quero meu irmão comigo de novo", disse um dos amigos para a reportagem do TNOnline. 

Uma amiga do jovem apucaranense deixou homenagem nos stories do Instagram: "Queria muito poder comemorar essa data com você, mas a vida é assim mesmo, só podemos aceitar, entregar nas mãos de Deus e deixar Ele agir. Independente do que aconteça, você sempre vai morar no meu coração. Feliz aniversário. Amo você". 

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Jordi também recebeu homenagem de um amigo de infância através das redes sociais: "Não sei quando você vai ver, mas estou aqui para te desejar um feliz aniversário, irmão. Que Deus te abençoe muito. Independente de tudo, Ele sabem quem você é, esse moleque super animado, engraçado e de que tem um coração enorme. Seja forte! Te amo". 

Defesa 

O fato de permanecer preso na data que seria especial e a descoberta de mensagens de áudio e texto onde Jordi pediu a amigos que cuidassem dos pais, deixou a família em situação ainda mais dramática. “Eles estão destruídos”, diz o advogado Petrônio Cardoso, que acompanha o caso. 

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O apucaranense é filho único e vem de uma família simples. O pai é porteiro e a mãe, aposentada. Jordi trabalhava como operador de máquinas em uma fábrica de roupas e máscaras, no turno da noite, com carteira assinada já há três anos e deixou o emprego poucos dias antes da viagem. O rapaz, que terminou o ensino médio, chegou a se destacar em campeonatos escolares de xadrez.

Segundo o advogado, ele permanece preso em Samut Prakan, em isolamento até o dia 7 de março. Só depois desse período de quarentena é que funcionários da Embaixada brasileira em Bangkok poderão fazer um contato pessoal com Jordi.

“Depois da quarentena ele deve ter acesso a vídeo-chamada e poderemos saber mais detalhes. E os pais estão muito ansiosos por isso”, conta Petrônio. Ele faz questão de frisar que Jordi não responde a nenhum processo judicial e não tem qualquer antecedente criminal.

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O advogado conta que nas últimas horas, os pais de Jordi ficaram ainda mais sensibilizados por conta dos áudios e das conversas que o rapaz trocou com amigos nas primeiras horas após a prisão, no dia 15 de fevereiro. Nessas trocas de mensagem, além de manifestar o medo pelo próprio futuro, o rapaz pediu aos amigos que o ajudassem cuidando de seus pais. “Isso mostra o quanto ele é um bom rapaz. E vamos usar isso para mostrar esse fato à justiça da Tailândia”, diz Petrônio Cardoso. 

Quando foi preso, no último dia 14, o jovem enviou um áudio para um amigo, e pediu para que ele cuidasse da família dele. “Qualquer coisa, cuida dos meus aí. Tá bom. Obrigado, irmão. Abraço. Não vou sair dessa”, disse. Em mensagem de texto com outro amigo, ele pediu que cuidasse de sua mãe.

Pena de morte pode estar descartada 

Embora muitas pessoas fiquem em dúvida, a Tailândia não tem pena de morte prevista para o tráfico de cocaína, crime do qual o apucaranense e outros dois brasileiros foram acusados após serem detidos no dia 15 de fevereiro, no Aeroporto de Bangkoc com mais de 15 quilos da droga.

No país, a legislação prevê prisão perpétua nos casos em que opioides estejam misturados ao entorpecente.