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OUTUBRO ROSA

Região soma 43 óbitos por câncer de mama e colo do útero neste ano

Campanha Outubro Rosa destaca importância do diagnóstico precoce

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Região soma 43 óbitos por câncer de mama e colo do útero neste ano
Autor De janeiro a setembro deste ano, 31 mulheres morreram em decorrência do câncer de mama, uma queda de 16,2% em comparação a 2024 - Foto: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

Quarenta e três mulheres morreram neste ano por complicações do câncer de mama e do colo do útero na região de Apucarana (PR). Dados da 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana mostram que 72% dos óbitos foi em decorrência de neoplasia maligna da mama, o tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil e no mundo. A estatística reforça a importância de ações e estratégias voltadas à campanha Outubro Rosa em prol da prevenção e do diagnóstico precoce.

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De janeiro a setembro deste ano, 31 mulheres morreram em decorrência do câncer de mama, uma queda de 16,2% em comparação a 2024 que registrou 37 óbitos no mesmo período. Esse tipo de câncer causou mortes de mulheres em oito municípios da região, sendo a maioria dos casos em Apucarana (14) e Arapongas (11).

Os dados da 16ª RS apontam que neste ano 12 mulheres moradoras de quatro municípios da região morreram por câncer no colo do útero, um aumento de 20% em comparação ao mesmo período do ano passado, que registrou 10 óbitos.

O médico oncologista Ribamar Maroneze afirma que o câncer de mama é o tipo de neoplasia mais frequente e a principal causa de óbito por câncer em mulheres no Brasil e no mundo. “Se observarmos todos os cânceres que mais acometem a mulher, 25% são de mama”, detalha. O especialista explica que, em ordem decrescente, os demais são o câncer de pulmão, colorretal e no colo do útero. “Entre os quatro primeiros, dois são da parte ginecológica”, pontua.

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Maroneze avalia que as desigualdades regionais no Brasil, como diferenças econômicas e de acesso aos sistemas de saúde influenciam na taxa de mortalidade por câncer. Enquanto nas regiões norte, centro-oeste e nordeste a mortalidade ainda é crescente, na região sul – onde a 16ª RS está localizada - o índice está estável e no sudeste em queda. Segundo ele, o acesso a exames de detecção precoce (mamografia e Papanicolau) e a rapidez entre suspeita, diagnóstico e tratamento são cruciais para a sobrevida do paciente. De acordo com ele, também há uma tendência de queda no número de óbitos por câncer no colo do útero em virtude do aumento na vacinação contra o HPV (papiloma vírus humano).

Taxa de sobrevida é de 95% no estágio 1 da doença

Apesar do volume de mortes, o oncologista destaca que a taxa de sobrevida do câncer de mama é alta. “Hoje, o índice de sobrevida nos primeiros cinco anos após o diagnóstico é de 80%. Nos casos iniciais, em estágio 1, a sobrevida chega a 95%, quando o tumor está abaixo de dois centímetros”, informa. Ele esclarece que essas lesões menores só são vistas pela mamografia e que as mortes ocorrem devido a estágios avançados da doença, causados por um diagnóstico tardio.

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E para aumentar a conscientização da população e ampliar essa taxa, a campanha Outubro Rosa enfatiza a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. “É uma a iniciativa extremamente importante por ser uma campanha muito fortalecida no Brasil e no mundo, visando a conscientização e o diagnóstico precoce”, reitera.

No mês do Outubro Rosa, o médico faz um apelo à sociedade e aos gestores de saúde para que deem ênfase na prevenção primária, com a adoção de hábitos de vida saudáveis, como alimentação balanceada e prática de atividade física. “Embora parte da sociedade tenha entendido isso, o índice de obesidade ainda é crescente. É preciso incentivar hábitos saudáveis que são preponderantes para a atenção primária e prevenção dessas e de outras doenças”, conclui o mastologista.

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