Apucarana

Psicólogos prestam apoio psicológico durante pandemia

Da Redação ·
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Psicólogos prestam apoio psicológico durante pandemia

A pandemia de Covid-19 também afetou a saúde mental da população. O medo da contaminação, o isolamento e o luto com a perda de familiares provocaram impactos psicológicos, gerando até quadros de depressão.

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Em Apucarana, mais de 100 pessoas foram atendidas por psicólogos voluntários desde o início da pandemia. Um grupo formado por 17 profissionais que atuam no setor privado e na rede pública começou o trabalho de acolhimento psicológico na cidade. Eles se uniram para colocar em prática o projeto percebendo a necessidade de garantir um suporte à população diante do crescimento de casos e o aumento de mortes provocadas pela Covid-19.

A iniciativa contou com apoio da Autarquia Municipal de Saúde (AMS), que ajudou na divulgação na sua rede de atendimento e também nos seus canais de comunicação. Além disso, a AMS direcionou aos psicólogos voluntários os pedidos de ajuda que chegavam ao Pronto Atendimento do Coronavírus (PAC) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s). A Autarquia de Saúde também liberou seus psicólogos a realizar o atendimento no horário de trabalho.

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Segundo Aline Daneluz Carletto, psicóloga do trabalho da AMS e participante do projeto de acolhimento psicológico em Apucarana, os profissionais colocaram seus números de telefone à disposição para receber os pedidos de apoio. O atendimento ocorria por aplicativos de conversa online (WhatsApp, Skype e Google Meet) ou por ligações telefônicas.

“Esse trabalho de orientação foi importante para muitas pessoas, especialmente aquelas que estão enfrentando com a dor do luto”, afirma. Desde o início da pandemia, Apucarana já registrou 285 óbitos provocados pela Covid-19. “Os psicólogos ajudaram essas pessoas a lidar com a perda”, acrescenta.

As dificuldades financeiras provocadas pelas medidas de restrição também foram um “gatilho” para problemas psicológicos. “Muitas pessoas também nos procuraram após quadros de ansiedade e de angústia porque perderam o emprego ou tiveram queda acentuada na renda”, conta.

O medo de ser contaminado foi outro problema. “Muitas pessoas desenvolveram um quadro de angústia pelo temor de sair de casa e pegar o vírus. Por outro lado, havia também o sofrimento de que nunca mais encontrariam amigos ou até mesmo alguns familiares”, revela. O temor de que “algo ruim pudesse acontecer” era uma tônica nos depoimentos das pessoas.