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    Professores se preparam para greve geral de fevereiro

    Professores se preparam para greve geral de fevereiro
    Foto por Reprodução
    Escrito por Cezar Neves
    Publicado em 26.01.2021, 21:30:39 Editado em 26.01.2021, 23:31:32
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    No último sábado (23), professores e servidores da Educação do Estado do Paraná, decidiram em assembleia estadual que entrarão em greve geral a partir do dia 18 de fevereiro. A decisão foi tomada com a participação de mais de 1.000 associados da entidade. O sindicato é contrário ao modelo híbrido proposto pelo governo Ratinho Jr, que não teria debatido o formato com a categoria ou comunidade escolar. Em Apucarana, nesta semana os professores devem definir o comando da categoria para a greve.

    A professora Marlene Pavani, é presidente da APP de Apucarana e considera que o peso maior na decisão pela paralização está na questão dos riscos da pandemia para a volta às aulas. “A partir dos números em alta dos casos de covid, nós defendemos o direito da vacina pata todos e o retorno das aulas presenciais somente com a vacina e que as escolas estejam com as condições sanitárias adequadas”, justifica.

    Ela ressalta que como o Governo do Estado encerrou contratos dos agentes 1 e 2, então estes não estarão mais nos estabelecimentos a partir de fevereiro. Estes profissionais tem por função cuidar desde a manutenção dos prédios à atuação nas secretarias e laboratórios. “Assim sendo, como a escola vai conseguir manter todos os protocolos sem a contratação de funcionários para repor esta falta?”, questiona.

    Os professores alegam também que a experiência com o ensino remoto, já causava adoecimento dos profissionais antes mesmo da crise do coronavírus que fez triplicar o trabalho. “Tínhamos os aplicativos para dar conta, desde acompanhar notas e frequência dos alunos até as redes sociais para fazer contato com estudantes, sem falar das atividades impressas”, pontua.

    A APP se queixa da alteração da matriz curricular dos cursos de filosofia, sociologia e artes no Paraná, que tiveram a carga horária reduzida pela metade.  A entidade aponta ainda outros eixos de reivindicações, como por exemplo a defesa dos empregos e realização de concurso público para a Educação, fornecimento gratuito de internet para professores e estudantes, além de um programa de saúde.

    “É momento de construir uma greve forte para que o governo cesse os ataques à categoria e reabra os canais de diálogo”, afirma o presidente da APP Paraná, professor Hermes Leão.

    A APP - Sindicato de Apucarana, atende além da sede aos municípios de Califórnia, Marilândia do Sul, Mauá da Serra, Faxinal, Cruzmaltina, Cambira, Novo Itacolomi, Borrazópolis, Kaloré e Rio Bom.

    A Secretaria Estadual de Educação do Paraná (Seed), segue com o calendário definido na metade do mês de dezembro. “O ano letivo de 2021 na Rede Estadual de Ensino do Paraná vai começar em 18 de fevereiro em formato híbrido. Ou seja, com parte dos alunos assistindo às aulas de forma presencial nas escolas, enquanto o restante dos estudantes acompanha, simultaneamente, a mesma aula de maneira remota. A intenção é que haja um revezamento semanal entre os estudantes dentro do próprio sistema”, descreve a secretaria.

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