Professor aponta racismo após ser agredido e acusado de furto em Apucarana (PR)
Ele afirma que foi confundido com suspeito e abordado violentamente na rua: "Porque eu sou negro”; assista
TNOnline TV
O professor de educação física, atleta e treinador de atletismo Luiz Henrique Pereira, de 34 anos, afirmou nesta sexta-feira (26) que foi vítima de racismo ao ser acusado injustamente de furtar produtos de uma loja no centro de Apucarana (PR). “(A agressão foi) porque eu sou negro também”, disse. Veja o vídeo acima
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Ele conta que foi abordado de forma violenta por um homem que trabalha em um comércio que o confundiu com um ladrão na Praça Interventor Manoel Ribas (Praça do Redondo) na quinta-feira (25). O professor registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil e passou por exames no Instituto Médico-Legal (IML) nesta sexta-feira.
Luiz Henrique conta que estava em seu horário de almoço quando foi surpreendido. "Eu atravessei a faixa de pedestre e do nada eu vi um vulto vindo correndo por trás de mim, [...] me dando uma bicuda no meu tornozelo", detalhou.
A agressão ocorreu porque o homem, ligado a um estabelecimento local, acreditou que o professor havia furtado biscoitos e salgadinhos da loja. A confusão se deu por conta da cor da roupa. "Do jeito que ele me mostrou no vídeo depois no celular dele, era uma blusa azul que o cara (ladrão) estava enfiando as coisas dentro da roupa lá dele. Não era eu. Estava com o meu uniforme da seleção brasileira de atletismo”, afirma.

Segundo Luiz Henrique, após constatar o erro através das imagens do próprio celular, o autor das agressões recuou. "Ele viu que não era eu, pediu desculpa, perdão. Mas depois que já tinha feito tudo isso?", questionou o professor.
A falsa acusação gerou um forte sentimento de indignação. Além de atuar como professor, Luiz Henrique é uma figura conhecida no esporte local por seu trabalho com jovens e crianças. Por conta do chute que levou no tornozelo, o atleta, que tem uma prova no fim de semana, ficou com um ferimento sangrando. "Eu me senti humilhado”, desabafou.
