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Procuradoria da Mulher vai distribuir kits de higiene

O prefeito Junior da Femac anunciou a formatação de um programa que visa a distribuição de kits de higiene feminina

Da Redação ·
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Procuradoria da Mulher vai distribuir kits de higiene

Após reunião realizada na tarde de quarta-feira (2), no gabinete municipal, o prefeito Junior da Femac anunciou a formatação de um programa que visa a distribuição de kits de higiene feminina. O tema, que vinha sendo discutido há cerca de 30 dias, agora está próximo de ser colocado em prática.

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Participaram da discussão a secretária da mulher e assuntos da família, Denise Canesin; a secretária de assistência social, Ana Paula Nazarko; e representantes destas e de outras pastas municipais.

Tal iniciativa já vinha ganhando espaço em outros países e também está surgindo em vários estados do Brasil. Conforme argumenta o prefeito, com a pandemia a situação se tornou mais complicada para uma faixa mais vulnerável da população.

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“Estamos firmando uma parceria da prefeitura com a Procuradoria da Mulher, instalada pela Câmara Municipal, para viabilizar a entrega de kits de higiene feminina”, anunciou Junior da Femac, assegurando que o programa será custeado com recursos próprios do município.

A vereadora Jossuela Pinheiro informa que o programa irá ao encontro das mulheres, para estabelecer uma logística de distribuição dos kits. Segundo ela, absorventes e sabonete de higiene íntima serão disponibilizados em escolas estaduais, nos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) e em outras instituições, por intermédio das secretarias da mulher e de assistência social.

No Brasil, uma pesquisa de 2018 de uma das principais marcas de absorventes, mostrou que 22% das meninas de 12 a 14 anos não têm acesso a produtos menstruais. Entre adolescentes de 15 a 17 anos, o número sobe para 26%. Os estados do Rio de Janeiro e São Paulo foram pioneiros em ofertar absorventes em escolas e incluir o produto na cesta básica.

Segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para Infância), mulheres que não tem acesso à educação menstrual têm mais chances de viver uma gravidez precoce, sofrer violência doméstica e ter complicações durante a gestação. Além disso, a falta de acesso a absorventes também pode gerar evasão escolar.