Apucarana

Preso mais um envolvido no caso de desvio de vacinas no PR

Segundo o MP, após tomar as doses desviadas, ele compareceu ao Lagoão e tomou uma 3ª dose.

Da Redação ·
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Preso mais um envolvido no caso de desvio de vacinas no PR

A Polícia Civil (PC) de Apucarana, no norte do Paraná, cumpriu na tarde desta quinta-feira (02) um mandado de prisão contra mais uma pessoa envolvida no caso do desvio de vacinas contra a Covid-19 na cidade. Trata-se de um homem, de 22 anos, citado na denúncia do Ministério Público (MP) desde o início da investigação do caso. Segundo o MP, ele teria se aproveitado de posição privilegiada para receber a vacina contra a Covid-19, mesmo não fazendo parte do grupo prioritário na época.

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Segundo o MP, o pedido de preventiva ocorreu por um novo ilícito: dessa vez, ele conseguiu burlar o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização e foi mais uma vez vacinado, agora com o imunizante da Pfizer (quando furou a fila, ele havia sido imunizado com duas doses da Coronavac).

"Sobre a prisão, o Ministério Público esclarece que o réu responde a ação penal pelas práticas do crime de peculato e infração de medida sanitária, pela prática conhecida como fura-fila. Ele se aproveitou do fato de que seu pai trabalhava na Autarquia Municipal de Saúde para ser imunizado fora do grupo prioritário por ocasião da aplicação de vacinas em uma clínica de repouso de idosos. Agora, quando chegou a vez de sua faixa etária, ele se aproveitou de uma inconsistência no sistema de consultas do Plano Nacional de Imunização e recebeu uma terceira dose. Somente depois da aplicação os profissionais da Saúde souberam do fato e acionaram o MP", explicou a Promotora Fernanda Lacerda Trevisan Silvério.

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Egoísmo

O Ministério Público ressaltou também que, a despeito do avanço da campanha de imunização do país, “o cenário ainda é de escassez, impondo-se a todos a observância daquilo que dispõe o Plano Nacional de Imunização, que não prevê, repita-se, uma terceira dose do imunizante para pessoas na faixa etária do ora representado.” Na ordem de prisão, o Juízo da 1ª Vara Criminal de Apucarana afirma que, pelos fatos relatados, o requerido “demonstra claramente seu descaso com o próximo e com a vida humana, bem como seu egoísmo, praticando, por mais de uma vez, condutas afrontosas à campanha de vacinação”.

A prisão

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De acordo com o delegado chefe da 17ª Subdivisão Policial de Apucarana Marcus Felipe da Rocha, a polícia civil realizou apoio operacional ao MP assim que o mandado de prisão foi expedido. 

"O Ministério Público representou pela prisão preventiva e assim que recebemos a informação de que ele estaria com mandado de prisão expedido, os policiais, em apoio operacional ao MP, conseguiram localizar o rapaz no centro da cidade e realizar sua prisão", informou.