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INFLAÇÃO

Preço do diesel já registra alta de 9% em Apucarana e Arapongas

Levantamento mostra que o combustível subiu R$ 0,50 em um mês; especialistas apontam instabilidade geopolítica e aumento nas importações como causas

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Preço do diesel já registra alta de 9% em Apucarana e Arapongas
Autor Em apenas 30 dias, valor médio passou de R$ 5,90 para R$ 6,40 - Foto: Cindy Santos/TNOnline

O preço do óleo diesel ficou 9% mais caro em Apucarana e em Arapongas. Levantamento da Tribuna junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e ao aplicativo Menor Preço mostra que o valor médio do combustível passou de R$ 5,90, em fevereiro, para R$ 6,40, na segunda-feira (9), uma diferença de R$ 0,50. Na opinião de especialistas, a alta tem relação com a guerra no Oriente Médio e aumento do preço nas importações.

-LEIA MAIS: Confira os falecimentos desta terça-feira (10) em Apucarana

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No mês passado, o preço do combustível variava entre R$ 5,59 e R$ 6,29 em Apucarana, conforme pesquisa da ANP realizada entre 1º e 7 de fevereiro. Na segunda-feira, o aplicativo Menor Preço apontou que o combustível pode custar até 7,69 na cidade. Em Arapongas, o custo também subiu na mesma proporção. Em fevereiro, o litro do diesel custava R$ 5,93, em média, valor que saltou para R$ 6,40 neste mês, em média.

De acordo com o economista Leonardo Silva, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus Apucarana, o principal fator para este aumento é a instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que reduziu drasticamente a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, região dominada pelo Irã. Essa conjuntura elevou o preço do barril de petróleo de aproximadamente US$ 67 para patamares acima de US$ 110, criando um efeito inevitável sobre o diesel.

“O ponto central é entender como a Petrobrás vai reagir. Se fosse anos atrás, provavelmente o preço já seria repassado quase que automaticamente ao consumidor final. Contudo, pode ser que a estatal espere por mais tempo para entender melhor a volatilidade do preço do petróleo, represando por um tempo o repasse do aumento de seus custos de produção em relação ao mercado internacional”, analisou o economista.

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Importações

O também economista e professor da Unespar, Paulo Cruz, ressalta que a alta é um reflexo do encarecimento das importações, agravado pelo fechamento de e pela redução global na produção. “O aumento do consumo interno no Brasil exerce pressão adicional sobre os preços, especialmente devido à super safra agrícola que demanda uso intensivo de diesel para a colheita e o escoamento da produção”, disse.

Segundo o economista, esse cenário gera preocupações macroeconômicas, uma vez que o aumento do combustível implica diretamente na elevação da inflação, com a possibilidade de “soluços inflacionários” nos próximos meses.

Petrobras diz que pode reduzir impacto da alta do petróleo no Brasil

A Petrobras informou que pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil ao mesmo tempo que mantém a rentabilidade da companhia.

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“Em um cenário em que guerras e tensões geopolíticas ampliam a volatilidade do mercado internacional de energia, a Petrobras reafirma seu compromisso com a mitigação desses efeitos sobre o Brasil”, disse a estatal, em nota encaminhada à Agência Brasil.

A estatal acrescentou que é possível reduzir os efeitos da inflação global em decorrência da alta do petróleo porque a empresa passou a considerar, em sua estratégia comercial, “as melhores condições de refino e logística”.

“O que nos permite promover períodos de estabilidade nos preços ao mesmo tempo que resguarda a nossa rentabilidade de maneira sustentável. Essa abordagem reduz a transmissão imediata das variações internacionais para o mercado brasileiro”, diz o comunicado.

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A estatal acrescentou que, por questões concorrenciais, não pode antecipar decisões, mas que segue comprometida com atuação “responsável, equilibrada e transparente para a sociedade brasileira”.

Alta do petróleo

A guerra no Irã, e o fechamento do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, por onde trafegam cerca de 25% do petróleo mundial, tem elevado o preço do barril no mercado global, chegando a US$ 120 na segunda-feira (9).

Porém, após o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos (EUA), afirmar que a guerra estaria próxima do fim, os preços voltaram a cair, e nesta terça-feira (10) o barril Brent é comercializado abaixo dos USS 100, porém ainda acima dos cerca de US$ 70, valor médio antes do conflito.

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Após o fechamento dos mercados, Trump voltou a ameaçar o Irã com ataques “vinte vezes mais forte” que “tornarão praticamente impossível a reconstrução do Irã como nação” caso Teerã continue bloqueando o Estreito de Ormuz.

A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), Ticiana Álvares, destaca que a capacidade da Petrobras de mitigar, ao menos em parte, os efeito da alta do petróleo é possível porque a companhia abandonou, em 2023, a política de paridade do preço internacional (PPI). Essa política determinava a revenda de acordo com os preços globais.

“A política da Petrobras acompanhava 100% a trajetória dos preços internacionais. Essa política modificou e agora leva em consideração fatores internos, que é essa margem de manobra que a Petrobras tem”, disse a especialista.

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Apesar dessa margem de manobra, Ticiana acrescentou que a ação da Petrobras tem efeito limitado e temporário, em especial, porque o Brasil ainda é um grande importador de derivados, como gasolina e diesel, além de ter refinarias privatizadas.

“A refinaria da Bahia, a Rlam, foi privatizada. Logo, você tem menos mecanismos de segurar o preço dessas refinarias que foram privatizadas do que, por exemplo, a Petrobras tem”, finalizou.


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Escrito por Cindy Santos com Agência Brasil.


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