Apucarana

Polícia pode pedir exame mental de filho que matou a mãe

De acordo com o delegado de Apucarana, o homem continua preso e deve responder pelo crime de feminicídio consumado; assista

Da Redação ·

O delegado chefe da 17ª Subdivisão Policial de Apucarana, Marcus Felipe da Rocha, repassou mais detalhes do caso do filho que usou uma tesoura para atacar a mãe, que estava internada no Hospital da Providência, e provocou a morte da idosa, de 75 anos no final de janeiro. 

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De acordo com o delegado, o homem continua preso e deve responder pelo crime de feminicídio consumado. De acordo com Marcus, a polícia pode pedir o exame de sanidade mental do filho. "Vamos aguardar o laudo do Instituto Médico Legal para analisar com calma, saber com quantas tesouradas ele atacou a mãe. Ele confessou, mas não soube explicar muito bem a razão pela qual cometeu o crime, me parece que ele pode ter tido um surto, ao longo da investigação, do inquérito, vamos identificar se ele estava em condições, podemos ao longo do inquérito solicitar um exame de sanidade mental, vamos analisar tudo e concluir as investigações", disse. 

RELEMBRE O CRIME:

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Um homem tentou matar a própria mãe que estava internada no Hospital da Providência, em Apucarana, no norte do Paraná, no final da tarde deste domingo (30/01). O suspeito, de 55 anos, foi preso pela Polícia Militar e levado para a 17ª Subdivisão Policial.

Segundo a polícia, ele usou uma tesoura sem ponta para golpear a vítima, de 75 anos, que ficou em estado grave. Ela foi atingida na região do tórax e do pescoço e foi encaminhada para o centro cirúrgico.

O suspeito, com sangue espalhado pela camiseta, máscara e mãos, foi contido por enfermeiros do hospital, antes da chegada da equipe policial. Na delegacia, ele assumiu ter tentado assassinar sua mãe.

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A MORTE DA IDOSA:

Familiares da idosa, de 75 anos, que estava internada no Hospital da Providência e foi atingida por golpes de tesoura pelo próprio filho, confirmaram que Lazinha da Silva Marques morreu no começo da tarde de segunda-feira (31/01). 

De acordo com o sobrinho da vítima, um professor de 30 anos, a tia estava internada há duas semanas. Ele contou que a idosa era diabética, hipertensa, tinha problemas cardíacos, desenvolveu depressão e recentemente precisou amputar uma perna. 

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Ainda conforme o professor, a tia sempre morou com o filho e a família acredita que ele entrou em surto. "Estamos em choque, desolados com tudo isso, sem acreditar em tudo que aconteceu. Meu primo amava a mãe, ele sempre cuidou dela. Ele tem depressão, trabalhava como cobrador para empresas, há alguns anos sofreu um assalto, ficou traumatizado, se aposentou. Ele sempre foi muito trabalhador e ama a mãe dele, sempre cuidou dela. Nada justifica o que ele fez, mas acreditamos que ele entrou em surto. Ele já entrou em surto outras vezes, inclusive tentou tirar a própria vida já. Ele é uma pessoa maravilhosa, mas infelizmente também estava sofrendo", disse o primo. 

O professor contou que o homem sempre foi uma pessoa sensata, do bem. "Ele dava banho, trocava fraldas, cuidava há muito tempo dela, com amor, nunca tivemos problemas com ele. A vida toda morou com a mãe. Ele precisa de uma internação, cuidar da saúde mental, ele surtou, ainda não acreditamos nessa tragédia. Acreditamos no surto, por isso estou falando sobre o assunto, para alertar sobre a importância da saúde mental", disse.