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Polícia identifica homem suspeito de bater em cachorro em Apucarana

Ação conjunta com o Cemsa usou drones para localizar a residência do suspeito no bairro Solo Sagrado, em Apucarana, após vídeo viralizar

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Polícia identifica homem suspeito de bater em cachorro em Apucarana
Autor O responsável pela agressão pode responder criminalmente - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Foi identificado, nesta sexta-feira (06), o homem suspeito de ser o responsável pela agressões contra um cachorro em Apucarana (PR). A ação foi gravada e viralizou nas redes sociais, ganhando até mesmo repercussão nacional, com a postagem feita pelo deputado federal delegado Matheus Laiola. A identificação ocorreu após uma operação conjunta entre o Centro Municipal de Saúde Animal (Cemsa) e a Polícia Civil, que encaminhou uma intimação para que o suspeito compareça à delegacia e apresente a sua versão dos fatos. Após a publicação da reportagem, o homem entrou em contato com o TNOnline e explicou que sua ação foi uma tentativa de proteger suas próprias criações após o animal invadir sua propriedade

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Nas imagens que circulam na internet, o suspeito aparece batendo no animal com o que parece ser uma pá e outros objetos. A denúncia chegou às autoridades locais depois que o caso foi compartilhado no Instagram pelo deputado federal. A partir desse momento, as equipes iniciaram uma rápida investigação para descobrir o paradeiro do possível agressor.

Para encontrar o endereço exato onde o crime foi registrado, no bairro Solo Sagrado, a polícia utilizou tecnologia aérea. “Na verdade, esse imóvel ficava localizado no Solo Sagrado. Empreendemos algumas diligências inclusive com a utilização de drones para fazer a localização desse imóvel. A partir da localização do imóvel nós também conseguimos fazer a identificação dessa pessoa que praticou esse delito”, detalhou o delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues.

Com a identificação, os agentes de polícia judiciária foram até a residência. As autoridades também buscam localizar o tutor do animal agredido para verificar o estado de saúde do cachorro e recolher prontuários de atendimento veterinário que comprovem o tipo de lesão sofrida.

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O responsável pela agressão pode responder criminalmente. “A situação caracteriza um crime ambiental, previsto na lei 9605, praticar atos de abuso, maus-tratos, mutilar, ferir animal doméstico, animal silvestre constitui crime, né, e quando se trata de cachorro ou gato a pena é mais alta, é uma pena de reclusão de dois a cinco anos. Então nós vamos instaurar o inquérito policial competente para apurar esses fatos”, explicou o delegado. Segundo ele, as imagens deixam clara a violência, o que provavelmente resultará no indiciamento do indivíduo ao final do inquérito.

Versão do suspeito

Em sua versão dos fatos, o suspeito negou ter espancado o cão e responsabilizou o dono do animal por negligência. Segundo o relato, os vizinhos da região podem confirmar que o cachorro costuma atacar os animais das redondezas.

De acordo com o morador, o incidente ocorreu quando ele abriu o seu portão eletrônico e o cachorro entrou sem que ele percebesse. Ao retornar de moto para a sua residência, ele flagrou o animal em cima de uma de suas galinhas. "Eu simplesmente quis tirar o cachorro de dentro da minha casa, que é uma residência privada", declarou o homem, garantindo que usou objetos para espantar o cão, sem a intenção de machucá-lo.

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O suspeito afirmou que bateu no chão para afugentar o animal, que estaria tentando voltar para atacar a galinha novamente. Ele ainda negou que o cachorro tenha sofrido mutilações ou espancamento. "Em momento nenhum, eu quis agredir o cachorro, eu queria que ele saísse do meu quintal", afirmou. Segundo ele, o cão saiu correndo normalmente e, inclusive, foi fotografado solto na rua depois disso.

A divulgação do caso também foi alvo de críticas por parte do morador. Ele alegou que o deputado federal Matheus Laiola divulgou apenas um trecho do vídeo de segurança, omitindo a parte que mostra o cachorro invadindo a casa e atacando a criação. Ele explicou que enviou os vídeos em um grupo local na esperança de que o dono do animal viesse conversar com ele, pois os problemas seriam recorrentes. Ele ainda explicou que a casa do tutor do cachorro não possui muro e que o bichinho passa fome e sede, ficando solto na rua constantemente. "Então, a pessoa tem que ter responsabilidade. Se ela vai pegar um animal para criar, ela tem que pensar nisso", concluiu.

Atuação do Cemsa

O órgão municipal atua recebendo denúncias via ouvidoria e possui parceria com a Polícia Civil para situações de flagrante ou de investigação. Fernando Felipe, responsável pelo Cemsa que participou da ação, destacou a celeridade da resolução.

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“Esse caso, né, foi de acordo com o deputado federal, o Matheus Laiola deu uma repercussão nacional e chegou até o meu conhecimento e imediatamente a gente correu atrás aí em parceria com a Polícia Civil, o doutor aí já liberou a equipe imediatamente”, disse Fernando. O órgão continuará acompanhando o caso e orientando os tutores sobre possíveis ações legais por danos ao animal.

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