Polícia Civil encontra armas usadas em crimes dentro de represa do Parque da Raposa
Armamento apreendido pode ter sido utilizado na morte de idoso de 82 anos e em roubo a residência

Uma força-tarefa entre a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros localizou duas armas de fogo submersas na represa do Parque da Raposa, em Apucarana (PR). O resgate do armamento, uma pistola 9 milímetros e um revólver calibre 38, ocorreu entre quarta (27) e quinta-feira (28), após dias de buscas intensas. O material apreendido pode ser a peça-chave nas investigações de dois crimes registrados no início deste ano: o latrocínio de um idoso de 82 anos, em fevereiro, e um assalto violento registrado em março.
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A operação de mergulho foi desencadeada a partir de denúncias recebidas pela 17ª Subdivisão Policial (SDP). Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (29), o delegado-chefe Marcus Felipe da Rocha Rodrigues detalhou o início da operação. "Como desdobramento dessas investigações, nós recebemos diversas informações que algumas armas de fogo teriam sido lançadas no lago do Parque da Raposa", ressaltou.
A Polícia Civil contou com o auxílio de uma equipe especializada do Corpo de Bombeiros que ficou responsável pelas buscas no local. "Eles chegaram a mergulhar até 4, 5 metros de profundidade sem nenhuma visibilidade, mas ainda assim conseguiram localizar duas armas de fogo. Elas são exatamente as armas que nós recebemos as informações que poderiam ter sido utilizadas para a prática do crime ou até mesmo que seriam objetos da prática da subtração", explicou o delegado.
A pistola 9 milímetros foi encontrada no primeiro dia de buscas, a cerca de 30 metros da margem. No dia seguinte, as equipes localizaram o revólver. "As duas armas estavam municiadas no interior do lago. Então, agora é solicitar os exames periciais necessários, descobrir a origem desse armamento, fazer os pedidos de praxe, inclusive o confronto balístico, com alguns crimes ocorridos aqui na cidade de Apucarana e tentar qualificar quem seriam os demais envolvidos", disse o delegado.
Conexão com outros crimes
Segundo a Polícia Civil, as armas podem ter sido utilizadas no latrocínio (roubo seguido de morte) contra um idoso, de 82 anos, ocorrido em 25 de fevereiro.
Já em março, o grupo realizou um novo roubo a uma residência, onde um casal de idosos foi agredido gravemente, resultando em hospitalização por suspeita de lesão no baço.
Logo após esse segundo crime, a Polícia Militar interceptou parte da quadrilha. O confronto com equipes da Agência de Inteligência e da Rotam terminou com três suspeitos mortos.
As investigações não pararam após o confronto. Na última terça-feira (26), a Polícia Civil já havia cumprido mandados de prisão contra um homem e uma mulher envolvidos na rede de apoio aos crimes. Um suspeito foi detido no bairro Mathias Hoffman e outro no Parque Bela Vista.
De acordo com o delegado-chefe da 17ª SDP, as armas localizadas na represa podem pertencer à mesma organização, e os mortos no confronto também participaram da morte do idoso em fevereiro. "Inclusive, a gente sabe que aqueles indivíduos que teriam entrado em confronto com a Polícia Militar ali no mês de março teriam envolvimento no latrocínio. Agora, as investigações buscam identificar e qualificar as demais pessoas, tanto do latrocínio quanto do roubo. Esse é o nosso objetivo, identificar quem teriam sido os outros participantes dessa empreitada criminosa e fazer com que eles sejam responsabilizados nos termos da lei", concluiu.



