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Polícia apura se relato de violência doméstica motivou homicídio na Vila Nova

Vítima possuía antecedentes criminais por agressão contra mulheres e furtos; esposa será investigada por participação no caso

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Polícia apura se relato de violência doméstica motivou homicídio na Vila Nova
Autor Foto: Vitor Flores/ TNOnline


A Polícia Civil de Apucarana apura se relatos de violência doméstica sofrida pela companheira da vítima motivaram o homicídio de Bruno Alfredo dos Santos, 37 anos, conhecido como Vermelho, registrado no último sábado (4), no bairro Vila Nova. O crime resultou na prisão de um jovem de 19 anos e na apreensão de um adolescente de 17, suspeitos de envolvimento direto na morte de Bruno.

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- LEIA MAIS: Homicídio na Vila Nova em Apucarana: o que já se sabe e o que falta ser esclarecido

De acordo com o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, a identificação dos envolvidos foi possível por meio da análise de imagens de câmeras de monitoramento e dos primeiros depoimentos colhidos após o crime.

“A primeira situação que ficou nítida é que a casa havia sido arrombada. Então o indivíduo estava dentro da sua residência e essa casa foi arrombada”, explicou o delegado.

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A investigação aponta que a companheira da vítima teria procurado os suspeitos para retirar pertences da residência, alegando medo de novas agressões. No entanto, o depoimento do motorista do veículo utilizado pelo grupo indica outra dinâmica.

“No caminho da residência, assim que chegaram, eles já saíram com a intenção de descer do veículo e ir para cima da vítima, talvez indignados pela história relatada pela esposa, de que sofria violência doméstica”, afirmou Marcus Felipe.

A principal linha investigativa considera a hipótese de que o homicídio tenha sido motivado por uma retaliação após os relatos de agressão contra a mulher. Apesar disso, a eventual participação da esposa ainda segue sob apuração.

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Segundo o delegado, a mulher não foi autuada em flagrante porque, inicialmente, surgiram indícios de que ela teria tentado interromper as agressões.

“A gente acredita que tenha sido ela quem gritou pedindo para que cessassem as agressões, o que corroborou a versão apresentada por ela. Ainda assim, precisamos confirmar tudo isso, inclusive com eventual perícia para reconhecimento de voz”, pontuou.

Na cena do crime, a Polícia Científica apreendeu pedaços de madeira, ripas e tesouras, objetos que teriam sido usados na execução. “Todos esses objetos foram devidamente apreendidos e serão submetidos à análise pericial”, concluiu o delegado.

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O inquérito segue em andamento para esclarecer a motivação do homicídio e definir se a conduta da companheira da vítima será enquadrada como participação no crime.

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