Parecer libera prédio do Hospital de Apucarana, mas prefeitura diz não ter recursos; entenda
Caixa apresentou laudo liberando construção; Rodolfo diz que funcionamento como hospital não tem prazo para começar
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O prefeito Rodolfo Mota (União Brasil) informou, durante entrevista coletiva, que a Caixa Econômica Federal (CEF) deu parecer favorável para liberação das obras do prédio do Hospital de Apucarana (H.A). O município contratou a instituição para emissão de um parecer técnico, que foi divulgado oficialmente nesta segunda-feira (19). Apesar disso, Rodolfo assinalou que o município não tem recursos para o local funcionar como hospital. Veja o vídeo
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A obra foi entregue em março pela construtora, mas o município contratou a Caixa para assegurar que a construção foi feita de forma adequada. A empresa S3 Gestão em Saúde, que venceu licitação do hospital para gerenciar o funcionamento, já havia assumido o Hospital de Apucarana, mas desocupou o local a pedido da atual gestão. Agora, o contrato assinado com a Prefeitura será rediscutido pelo município.
Segundo Wilton Onishi, engenheiro civil da Caixa Econômica Federal, a obra foi construída usando a técnica apropriada. “Não observamos nenhuma patologia ou qualquer problema na planta que impedisse ou tivesse algum obstáculo para a ocupação do empreendimento. Tecnicamente falando, o empreendimento tem a sua aptidão para receber aquilo foi projetado, que é um hospital, com dois centros cirúrgicos, UTI e enfermarias. Claro que é preciso ainda mobiliar, mas o empreendimento foi bem entregue”, disse. O parecer técnico foi elaborado por engenheiros e arquitetos da Caixa, que tem expertise nesse tipo de avaliação de obras públicas.
Rodolfo acrescentou que o trabalho da Caixa foi realizado em pouco mais de um mês. “Tem alguns pequenos ajustes de acabamento, mas creio que dentro de 20 ou 30 dias a obra deve ser liberada para a Autarquia Municipal de Saúde definitivamente para que a gente possa dar ali algum uso para aquele espaço”, disse o prefeito, observando que o município já instalou no térreo o Pronto Atendimento da Dengue 18 horas.
Nesse primeiro momento, Rodolfo afirma que o local não deve funcionar como hospital e ofertar cirurgias. “Nossa ideia é que, até o momento em que a gente consiga ter os recursos para fazer ali cirurgias, nós possamos utilizar para outros serviços. É um prédio que precisa ser utilizado, não pode ficar vazio, não pode ficar parado. A gente tem que ter serviços ali acontecendo, porque senão a obra também vai se depreciando”, disse o prefeito.
Segundo Rodolfo, o município não recursos para a finalidade anunciada originalmente. “Isso custa em torno de um R$ 1,5 milhão ou até R$ 2 milhões e vocês sabem a situação em que a Prefeitura se encontra”, assinalou, fazendo referência às dificuldades financeiras do município.
“Nós estamos pagando, de um único financiamento, quase R$ 1 milhão por mês. Temos ainda mais R$ 150 milhões de INSS dos nossos professores e servidores que não foram pagos para a gente negociar com o INSS. Então, pegamos a situação financeira do município em uma situação muito difícil e a nossa prioridade na saúde nesse momento é chamar aquelas pessoas que estão há 3 ou 4 anos aguardando uma consulta com um especialista, aguardando uma ressonância, uma endoscopia, uma colonoscopia... Por isso, o nosso esforço de fazer os mutirões que nós temos feito aos finais de semana. Nesse primeiro momento, os recursos da Autarquia de Saúde estão sendo colocados para a gente diminuir essas filas e esse sofrimento”, disse.
Segundo ele, as cirurgias estão sendo feitas em outros hospitais da região. Sobre a licitação, ele disse que a antiga gestão “colocou o carro na frente dos bois”. “Fizeram uma licitação para tocar um empreendimento que não estava nem pronto. Não há interesse em manter como foi feita essa licitação. Então, o jurídico e a procuradoria vão tentar chegar a um acordo com a empresa, mas a ideia é que a gente possa, em algum momento, recontratar, ainda que seja a mesma empresa, mas com um modelo diferente”, anunciou.
Veja entrevista
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