Apucarana

Morte de professor gera grande comoção em Apucarana

O Núcleo Regional de Educação (NRE) lamentou o falecimento. Nas redes sociais, a comoção é grande

Da Redação ·
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fonte: Arquivo pessoal

Faleceu, aos 97 anos, o professor aposentado Elisário Cattoni, muito conhecido em Apucarana. Conforme a Autarquia de Serviços Funerários, ele é velado na Capela Central até às 13h, depois, o corpo segue para o Crematório Angelus em Maringá.

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O professor foi um grande líder e escreveu vários livros. Nos últimos tempos, contou a história do Colégio Agrícola Manoel Ribas. Ele era formado em História e Geografia. O Núcleo Regional de Educação (NRE) lamentou o falecimento. Nas redes sociais, a comoção é grande. 

"O NRE de Apucarana expressa sentimentos de pesar pelo falecimento do professor aposentado Elisário Cattoni, aos 97 anos. Formado em História e Geografia, deixa uma história de vida exemplar, de quem nunca se acomodou. Há muito que se contar sobre a sua pessoa e sua carreira como educador, com inúmeras qualidades e, sobretudo pela determinação e otimismo de quem sempre tinha um objetivo a alcançar. Foi autor de vários livros e, nos últimos anos, se dedicou a escrever uma obra inédita, contando um pouco da história do CEEP Agrícola Manoel Ribas, de Apucarana, onde foi professor. Era um professor politizado e consciente de seu papel como formador de cidadãos. Sempre foi atuante e combativo nas lutas pelos direitos de professores e alunos"

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Biografia: Elisário Cattoni

Natural de Rio dos Cedros, nasceu em 27/09/1924 na comunidade da Glória (Alto Pomeranos – Busa). Nesta mesma localidade iniciou seus estudos primários. Na sequência se mudou para o Estado do Paraná, onde cursou o ginásio e clássico no Seminário Franciscano de Rio Negro (posteriormente teve que refazer esses estudos em Curitiba, pelo fato de seu curso anterior não ter sido reconhecido pelo MEC).

Obteve título de bacharel e licenciatura em História e Geografia na Faculdade Católica de Curitiba (atual Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC/PR). Partiu para o norte do Paraná (para a denominada, pelos italianos, terra rossa), para Araruva, e por fim, para Apucarana. Atuou em 6 das 7 escolas existentes em Apucarana, além de ter lecionado na Faculdade de Filosofia de Jandaia do Sul.

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Foi aprovado em concurso estadual no Paraná e atuou por toda sua vida como professor. Foi fundador e presidente por quatro biênios da Associação dos Professores loco-regional. Fundou e presidiu a construção do Clube de Campo dos professores. Depois de aposentado, fundou o Núcleo dos Eméritos. Sempre foi atuante e combativo nas lutas pelos direitos de professores e alunos na cidade que escolheu para viver, Apucarana/PR. Chefiou greves, foi indiciado (com outros colegas) na Polícia Federal de Londrina.

Sua absolvição, por tal indiciamento, teve votação unânime no antigo Tribunal de Alçada de Curitiba. Durante sua vida, recebeu diversas honrarias e condecorações por seus serviços, com destaque para o Diploma da Câmara Municipal em Tarefas Comunitárias. Sendo descendente de imigrantes trentinos, dedicou muito de seus anos às pesquisas genealógicas e históricas, sendo autor de vários livros.

Livros:

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I Cattoni – da Cavedine al Cedro (1989)

Clã Taretto “de Antônio Lenzi” (1991)

Nono Francescoto Formigari – escrito em conjunto com Leonilda Formigari (1995/1996)

Árbolo Cattoni – Árvore Genealógica da Família de Giovanni Pietro Cattoni (2007)

Religiosos e Religiosas de Rio dos Cedros (2011)

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