Apucarana

Julgamento do jovem de Apucarana preso na Tailândia é adiado

Uma nova data para a audiência ainda não foi divulgada; Jordi está preso em Samut Prakan, na Tailândia, desde fevereiro, por tráfico de drogas

Da Redação ·
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O rapaz teve uma primeira audiência na corte tailandesa, no dia 17 de maio, mas não recebeu sentença, na ocasião
fonte: Reprodução / Redes sociais
O rapaz teve uma primeira audiência na corte tailandesa, no dia 17 de maio, mas não recebeu sentença, na ocasião

O julgamento do jovem apucaranense Jordi Vilsinski Beffa, 24 anos, que deveria ocorrer na última segunda-feira, 18, foi adiado, segundo informou o advogado que representa a família Petrônio Cardoso. Jordi está preso em Samut Prakan, na Tailândia, desde fevereiro, por tráfico de drogas.

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De acordo com Cardoso, uma mensagem enviada pela embaixada do Brasil na Tailândia, informou que em contato com a prisão onde o jovem apucaranense está, foram informados que a audiência do dia 18 foi cancelada e uma nova data ainda não foi definida. A embaixada informou ainda que continuará em contato com as autoridades tailandesas, a fim de saber a realização da audiência.

Primeira audiência

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O rapaz teve uma primeira audiência na corte tailandesa, no dia 17 de maio, mas não recebeu sentença, na ocasião. O advogado Petrônio Cardoso, que acompanha o caso, explica que não foi dada uma sentença por conta de divergências no relatório da polícia sobre a prisão do jovem de Apucarana, sobre a quantidade de droga que teria sido apreendida e a que ele teria confessado. Por isso foi marcada uma segunda audiência, para esta segunda-feira (18). No entanto, por conta da diferença de fuso horário, a informação oficial sobre a sentença só deveria ser divulgada nesta terça-feira, 19, porém, a audiência foi cancelada.

Petrônio Cardoso diz que, mais do que expectativa, há uma esperança de que a pena dada a Jordi seja branda, inclusive por um enquadramento como crime civil, o que permitiria a punição em forma de multa.

“No mínimo, a expectativa é que uma eventual pena de prisão seja inferior a 9 anos”, diz o advogado, referindo-se à pena atribuída ao casal que foi preso no mesmo dia que Jordi, de 9 anos e seis meses de prisão.

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Cardoso informou que ainda trabalha no sentido de obter a extradição de Jordi.

Outro caso

A brasileira Kaelly Cavoli Moreira, de 22 anos, foi condena a 9 anos e meio de prisão mas, como se declarou culpada, teve a sentença abrandada para 7 anos e seis meses, além de uma multa de equivalente a pouco mais de R$ 100 mil.

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No caso, sem poder pagar a multa, haveria a possibilidade de converter a multa em dias de prisão, o que resultaria num acréscimo de mais 1,5 mil dias na pena. Ou seja, sem o pagamento da multa, a jovem teria que cumprir 11 anos de prisão.

No caso de Jordi, o advogado espera uma pena bem menor do que essa dada à jovem. Ele lembra que a quantidade de drogas que estaria em posse de Jordi quando da prisão, era bem menor que a quantidade apreendida com o casal de brasileiros, pego no mesmo dia que Jordi, num voo anterior, no aeroporto.

Os três brasileiros foram presos ao desembarcar, em dois voos, no aeroporto Suvarnabhumi, no dia 15 de fevereiro deste ano, com 15,5 quilos de cocaína. Os funcionários da alfândega revistaram primeiro as malas de um brasileiro de 27 anos e de uma brasileira de 22 anos que chegaram de Curitiba, por volta das 7h do dia 14 de fevereiro. Mais tarde, naquele mesmo dia, Jordi Beffa foi preso ao desembarcar. Em uma de suas malas, a autoridade alfandegária teria encontrado 6,5 quilos de droga.

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