Apucarana

Incêndios ambientais em Apucarana geram alerta; assista

O número de incêndios ambientais aumentou 25% em Apucarana

Da Redação ·

O número de incêndios ambientais aumentou 25% em Apucarana entre janeiro e agosto deste ano. Dados 11º Grupamento do Corpo de Bombeiros (GB), mostram que até o dia 10 deste mês já foram atendidas 148 ocorrências. Em 2020, no mesmo período, foram 121 queimadas. 

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Na região de cobertura do 11º GB, que atende 22 municípios, também teve aumento de 30% nas ocorrências de incêndios ambientais.

Na região foram 273  incêndios em vegetação de janeiro a começo de agosto de 2020, contra 306 neste ano.

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“As pessoas devem ter consciência de que elas precisam evitar o início das queimadas, os números de ocorrências dessa origem são muito grandes nesta época. Ficamos horas em uma mesma ocorrência.”, alerta a Tenente Ana Paula Zanlorenzzi, do Corpo de Bombeiros de Apucarana.

De acordo com a tenente, os primeiros 10 dias de agosto já superaram o mês inteiro de julho. "Foram 21 ocorrências de incêndios ambientais atendidos pelos bombeiros em julho, e nos primeiros 10 dias de agosto já foram 23 ocorrências de incêndio em vegetação", disse. 

Segundo a tenente Ana Paula, o mês de agosto é propício para queimadas em vegetação por ser um mês de estiagem. "Clima seco, vegetação seca, geadas, além de fortes ventos que são registrados na região, favorecem a propagação dessas chamas. O fator humano ainda é a principal causa desses incêndios, e atrelado ao tempo seco a ação humana com pessoas querendo limpar seus terrenos, utilizando as chamas, que não é a forma correta para acabar com o material orgânico e com folhas secas do quintal ou bitucas de cigarros nas rodovias, tudo isso que possa dar inicio a essas chamas causa bastante malefícios para toda a população ”, observa a tenente.

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Os casos de incêndios em vegetação ocorrem quase que diariamente em Apucarana. “Importante que as pessoas façam denúncias desses incêndios para que os órgãos competentes façam a verificação a notificação e a responsabilização dessas pessoas, porque é crime ambiental, não pode existir essas queimadas. Isso traz riscos as pessoas, aos patrimônios e principalmente a vida, humana e vida animal que estejam naquele local”, finaliza. 

Por Lis Kato, jornalista do Grupo Tribuna do Norte