Apucarana

Gasolina e diesel têm alta a partir desta terça-feira

É o segundo reajuste no preço do combustível este mês. O último aumento no preço da gasolina foi praticado há apenas 17 dias

Da Redação ·
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fonte: Sérgio Rodrigo - TNOnline
Gasolina e diesel têm alta a partir desta terça-feira

A partir desta terça-feira (26), passa a vigorar mais um reajuste da Petrobras nos preços da gasolina (7,04%) e do diesel (9,15%) para as distribuidoras. A alta já havia sido antecipada no domingo pelo presidente, Jair Bolsonaro.

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Na segunda-feira (25), a gasolina era encontrada entre R$ 6,30 a 6,39 em Apucarana e entre R$ 6,37 e 6,73 em Arapongas, segundo o aplicativo Menor Preço. Os postos de combustíveis devem começar a reajustar os preços a partir desta terça. 

Com a alta, o preço médio de venda da gasolina passará de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, um reajuste médio de R$ 0,21 por litro (alta de 7,04%). É o segundo reajuste no preço do combustível este mês. O último aumento no preço da gasolina foi praticado há apenas 17 dias, já a última alta no diesel foi há menos de um mês, em 29 de setembro. Os sucessivos reajustes no custo dos combustíveis fizeram a gasolina acumular alta de 73,4% e o diesel de 65,3% no ano. 

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O gerente de um posto de combustível, Vilson Kozan, de Apucarana, disse que ainda não sabe quanto o reajuste vai refletir no preço das bombas para o consumidor final. Até ontem, a gasolina era vendida a R$ 6,39 e o diesel a R$ 5,09 o litro no estabelecimento onde Kozan trabalha. Segundo ele, esses valores serão alterados a partir de hoje. 

“Tem que repassar esse valor. A declaração que a gente faz é que se a gente não importar produto de fora haverá desabastecimento”, comenta. 

CÂMBIO É O VILÃO

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De acordo com o economista Rogério Ribeiro, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana, os preços praticados no mercado internacional estão sendo pressionados pela forte demanda e também pela oferta controlada dos países produtores e exportadores de petróleo. Mas, segundo o economista, a taxa de câmbio é a principal vilã da inflação nos preços. 

“Parte destes impactos se deve a variação cambial, ou seja, desde janeiro de 2019 nossa moeda vem desvalorizando fortemente. Este é o principal vilão dos preços dos combustíveis e gás de cozinha. Soma-se a isto a inércia do governo federal em propor uma política de preços para os combustíveis”, analisa. O economista alerta que, sem nenhuma mudança na política de preços da Petrobras e uma ação mais estruturante do governo federal, os preços continuarão subindo.

Por, Cindy Santos - repórter do grupo Tribuna do Norte