Apucarana

Gasolina comum sobe R$ 0,10 nos postos de Apucarana

Ao longo deste ano, a gasolina já teve aumento de 51% no país e a probabilidade é que os valores dos combustíveis cresçam ainda mais

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Gasolina comum sobe R$ 0,10 nos postos de Apucarana
fonte: Sérgio Rodrigo - TNOnline
Gasolina comum sobe R$ 0,10 nos postos de Apucarana

O aumento de 7,2% na gasolina comum anunciado pela Petrobras e que entrou em vigor no último sábado, fez  o valor do combustível ficar R$ 0,10 mais caro nas bombas de Apucarana.  Conforme o aplicativo de pesquisa Menor Preço, o valor mínimo está em R$ 6,09 e o máximo R$ 6,39. Atualmente  o valor médio do combustível na cidade está em R$ 6,24. 

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Pesquisa feita pela Tribuna na semana passada, antes do reajuste, apontou preço médio de R$ 6,14, com variação entre R$ 6,19 e R$ 6,10, segundo o aplicativo Menor Preço. Ao longo deste ano, a gasolina já teve aumento de 51% no país e a probabilidade é que os valores dos combustíveis cresçam ainda mais, segundo especialistas. Consumidores estão cada vez mais insatisfeitos com os seguidos aumentos. Davi Ramos de Menezes é proprietário de um posto de combustíveis em Apucarana e reajustou o preço da gasolina ontem: de R$ 6,19 foi para R$ 6,39. O empresário disse que aguarda um novo reajuste ainda nesta semana. 

“Esse reajuste é equivalente ao da semana passada da Petrobras, no final de semana, e agora com essa alta do barril do petróleo internacionalmente, é uma crise mundial. Existe a previsão de um novo reajuste, ainda nessa semana, até sexta-feira no máximo deve ter um novo aumento, que vai atingir a gasolina, etanol e provavelmente para o diesel também. Para nós é muito ruim esses reajustes constantes, dificilmente conseguimos suprir estoque, vai defasando o poder de compra”, afirma.

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Segundo o economista Marcelo Vargas, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana, os fatores que ocasionam o aumento dos combustíveis são basicamente a cotação internacional do petróleo e a cotação do dólar. 

“Não só a gasolina, mas os outros combustíveis também, sobem em função do produto do qual a gasolina é feita ter uma cotação internacional, ou seja, o petróleo é uma commoditie, que por sua vez é influenciada mundialmente, então a cotação do barril do petróleo está subindo a nível mundial e isso é um impulsionador para aumentar o preço da gasolina. O segundo fator é que o câmbio, o dólar, também está subindo, a nossa moeda em relação ao dólar está se desvalorizando e isso também influencia no aumento do preço”, explica Vargas. 

Segundo o economista, essa alta dos combustíveis cria um ciclo vicioso nos demais preços de produtos, por conta do valor dos fretes. “As demais mercadorias têm aumentado basicamente por conta do frete, porque há uma necessidade de transportar esses produtos, essa logística tem um custo e o transporte é influenciado pelo combustível, então conforme o valor do combustível sobe, o valor do produto também recebe este impacto”, considera.

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ARAPONGAS

Em Arapongas, o aumento médio da gasolina foi de 11 centavos por litro. A média de preços na cidade está em R$ 6,20 com preço máximo de R$ 6,32 e mínimo de R$ 6,09. Na semana passada, a média era de R$ 6,14 com preço máximo de R$ 6,19 e mínimo de R$ 6,10.

Consumidor está insatisfeito com altas sucessivas no preço

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Robson de Souza é autônomo e para trabalhar usa o próprio carro, para ele, o serviço tem se tornado cada vez mais caro. “Aumentou muito o valor da gasolina, eu abasteço com gasolina já para render mais, mais está cada vez mais difícil, não posso ficar subindo a minha mão de obra, porque se não o cliente não fecha contrato, fica cada vez mais difícil se manter com tantos aumentos”, disse.

Rafael Miranda trabalha no ramo da confecção e também não está feliz com o preço do combustível. “É um absurdo, está difícil, para o trabalhador assalariado como eu, andar de carro vai se tornando um luxo, luxo que está difícil de manter”, comentou.

O economista Marcelo Vargas explica que substituir a gasolina pelo etanol pode ser uma saída neste momento, mas alerta: não é apenas o preço que conta, mas também o consumo do veículo. “O consumidor pode fazer aquela conta padrão de dividir valor do litro do etanol pelo da gasolina, o resultado sendo menor que 0,7 compensa abastecer etanol. Mas isso depende de veículo para veículo, o correto é fazer a média de consumo para saber o que compensa mais”, disse

Por, Aline Andrade - jornalista do grupo Tribuna do Norte