Apucarana

Garoto apucaranense de 9 anos gasta mesada em livros; vídeo

“Eu me sinto muito feliz com um livro, me ajuda na criatividade e na minha imaginação”, disse o menino. ASSISTA

Da Redação ·

Para aproveitar o tempo ocioso em casa, já que Nícolas Cirino de Jesus Oliveira, de 9 anos, ficou quase dois anos sem ir para a escola por causa da pandemia da Covid-19, o pequeno apucaranense desenvolveu um bom hábito: a leitura. O menino ainda usa o dinheiro da mesada para comprar os próprios livros.

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O garoto já gostava de ler, porém, com tanto tempo livre, viu nos livros a forma de se distrair, conhecer histórias e de aproveitar melhor o dia. Durante um ano de pandemia, Nícolas leu 14 livros. “Eu me sinto muito feliz com um livro, me ajuda na criatividade e na minha imaginação”, conta. 

A mãe dele, professora Maria Fernanda Cirino de Jesus, contou que o filho sofreu muito no começo da pandemia, pois gostava de participar das aulas e a leitura preencheu parte do vazio. “Ele já gostava muito de ler, mas a leitura aumentou muito durante a pandemia, ele ganha uma mesada e separa o próprio dinheiro para comprar livros, de tanto que ele gosta, ele não tem videogame por opção, às vezes joga no celular apenas. Levo ele sempre na feira para comprar os livros”, conta. 

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O primeiro livro que a mãe presenteou o filho foi ‘O Pequeno Príncipe’, clássico da literatura que conquistou milhões de leitores em todo o mundo. “Vejo essa paixão pela leitura como algo muito bom, principalmente nos dias de hoje. Ele escreve melhor e desenvolve melhor as ideias. A leitura é a chave para tudo”, disse a mãe orgulhosa.

"É muito gratificante ver uma criança juntando dinheiro para comprar um livro, é uma criança que está buscando conhecimento, ficamos felizes, pois o mundo não está perdido, conhecimento faz com que as pessoas tenha horizontes melhores, criatividade, é muito gratificante mesmo", destaca o professor Daniel Mota, que tem uma banca de livros novos e usados na feira livre dos domingos. 

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 Garoto apucaranense de 9 anos gasta mesada em livros; vídeo - Vídeo por: Reprodução  

Busca por livros físicos cresce na região

O mercado de livros físicos tem registrado alta de até 70% nas vendas nos estabelecimentos de Apucarana e Arapongas neste ano. Segundo comerciantes do ramo, muitas pessoas retomaram o hábito da leitura durante a quarentena imposta pela pandemia da Covid-19 o que acabou impulsionando a procura, sobretudo por títulos infantis. 

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De acordo com a  empresária Rosângela Tormina, proprietária de uma livraria e papelaria de Apucarana, o crescimento foi maior nos livros infantis, mas as obras voltadas ao público adulto também registram boa saída. Neste ano foram vendidos 2.528 títulos entre a janeiro a 15 de outubro, um aumento de 20,7% em relação aos 2.094 livros vendidos no mesmo período de 2019, antes da pandemia. “Percebemos a procura dos pais por livros infantis, acho que para tirar as crianças um pouco do celular, aproveitar melhor o tempo, é o que ouvimos dos pais.  Acho importante essa compra de livro, folhear o papel, deixar o computador, o celular de lado e ter essa vivência com o livro”, explica a empresária.

O professor Daniel Mota disse que as vendas na banca de livros dele estão aumentando. “Houve um aumento, graças a algumas estratégias que adotamos para ampliar as vendas. Entre elas, a precificação de livros novos com preço de livros usados, ou seja, nossos livros estão e são baratos com preços acessíveis, pois a nossa comunidade está passando uma crise econômica. Outro fator que influenciou foi a retomada natural do comércio e da atividade industrial de nossa cidade, gerando emprego e renda”, destaca. Segundo ele, as fábulas, epopeias, novelas, contos, crônicas, ensaio e os romances têm cativado um bom público de Apucarana. 

ARAPONGAS

Em uma livraria e papelaria de Arapongas, as vendas de livros cresceram cerca de 70%. De acordo com a gerente do estabelecimento, Cassia Roque, a pandemia de certa forma ajudou para que as pessoas colocassem a leitura em dia. “Antes da pandemia já vinha em uma crescendo. As pessoas ficaram mais em casa tiveram mais tempo. O estabelecimento também registrou um grande aumento na venda de livros infantis


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