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    Família ainda busca respostas para desaparecimento de pioneiro

    Família ainda busca respostas para desaparecimento de pioneiro
    Foto por Arquivo pessoal
    Escrito por Silvia Vilarinho
    Publicado em 20.11.2020, 09:23:47 Editado em 20.11.2020, 11:59:40
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    Uma angústia que já dura três anos e 95 dias. A família do produtor rural e ex-vereador Valdevino Bertoli, de Apucarana, que desapareceu em agosto de 2017 tenta entender o que aconteceu e ainda espera por respostas.

    Leda Bertoli, filha de Valdevino conta que ela e a família ainda não tem pistas do paradeiro ou o que aconteceu com o pai. “Faz três anos, ainda temos esperança de saber o que aconteceu. Vivemos no escuro, não temos pistas, ninguém fala nada. A polícia não tocou mais no assunto. A polícia nos fala que precisamos de pistas e a gente vive nessa procura sem fim.  Saio na rua procuro por ele”, disse Leda. A filha do idoso lembra que o pai, se estiver vivo, tem 78 anos e que a família está inconformada. “Não sabemos o que pode ter acontecido no momento que ele desapareceu. No dia, ele estava desorientado. Vai que ele perdeu a memória e está por aí vagando? Tenho a esperança de encontrar ele sim, talvez não encontrar vivo, mas preciso saber o que aconteceu com ele”, ressalta.

    Leda, muito emocionada, disse que as noites de sono não são mais as mesmas e não quer que o caso caia em esquecimento. “A gente vive essa angústia, será que caiu em algum buraco? É difícil viu. Sabemos que vamos morrer e também  enterrar as pessoas. No meu caso, não temos isso. Ficou um vazio dentro de nós. Vai passando os anos e a impressão é que vai ficando no esquecimento. Não temos mais onde procurar, esperamos por uma luz, alguém que fale alguma coisa. Tenho fé em Deus que ainda vamos entender o que aconteceu”, finaliza.

    O ex-vereador morava com a esposa no Sítio São Bento, na localidade conhecida como como Rio do Cerne. Ele desapareceu no dia 17 de agosto de 2017.

    Na época, policiais, bombeiros, guardas municipais, voluntários e até o Grupo de Operações de Socorros Táticos (Gost), equipe especializada do Corpo de Bombeiros de Curitiba, realizaram buscas com auxílio de dois cães farejadores. Mas nenhuma pista levou à localização de Valdevino.

    A família lembra que o agricultor sumiu usando roupas de trabalho, uma calça jeans clara, camisa clara, blusa de lã azul e chapéu de palha. Ele é um dos moradores mais antigos da localidade do rio do Cerne.

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