Apucarana

'Falsa enfermeira' de Apucarana deixa cadeia, diz MP

Mulher foi presa após desviar doses da vacina contra a Covid-19 em Apucarana

Da Redação ·
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'Falsa enfermeira' de Apucarana deixa cadeia, diz MP

O Ministério Público de Apucarana informou nesta quarta-feira (24) que a ‘falsa enfermeira’ Silvânia Regina Ribeiro Del Conte, que desviou doses da vacina contra a Covid-19, não se encontra mais na cadeia. Segundo a promotora Fernanda Lacerda Trevisan Silverio, Silvânia deixou a prisão no final de outubro.

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“As testemunhas já tinham sido ouvidas, não tem indicativos de que ela poderia fugir e não tem fundamento para preservar ordem pública. Ela não está mais trabalhando na vacinação, que avançou na cidade, então não existe mais risco de que ela pudesse desviar outras doses da vacina. Por esse motivo foi revogada a prisão preventiva dela”, explicou a promotora.

Ainda conforme a promotora, o processo se encontra na fase de alegações finais e a sentença deve acontecer no início de 2022. Caso o regime seja em semiaberto, ela deverá cumprir com o monitoramento eletrônico. Se for em regime fechado, ela voltará à prisão.

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RELEMBRE O CASO: 

A Polícia Civil de Apucarana apreendeu na tarde do dia (15) ampolas de vacinas contra covid-19 na casa de uma falsa enfermeira suspeita de ter desviado o material de rede pública de saúde para vender as doses a pessoas que não fazem parte do público alvo da campanha. Na casa da mulher, que se apresenta como técnica em enfermagem, foram apreendidos também carteirinhas de vacinação, celulares e seringas. 

A mulher foi presa e encaminhada a 17 Subdivisão Policial de Apucarana. O mandado de busca e apreensão na casa da detida atende a pedido do Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça, que abriu investigação após receber denúncia do vereador Lucas Leugi. A mulher trabalhou como voluntária na campanha de vacinação contra covid-19 até ser afastada após ser alvo das denúncias. O vereador apresentou indícios que apontam que a falsa enfermeira teria atuado como voluntária para desviar vacinas contra a Covid-19 para revendê-las. Há informações, ainda não confirmadas pela Polícia Civil, de áudios e troca de mensagens em aplicativos onde a detida oferecia a vacina.

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Durante o cumprimento da determinação judicial, as doses de vacina foram apreendidas (um frasco da Astrazeneca, com cinco doses; um de CoronaVac com um número ainda não determinado de doses e um vazio) e a falsa enfermeira foi presa em flagrante pelo crime de peculato, podendo responder também pelos crimes de falsidade ideológica e infração de medida sanitária.

Segundo o delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, a falsa enfermeira atuou como voluntária na campanha de vacinação desde 16 abril lotada na parte interna do Ginásio de Esportes Lagoão. Em depoimento, ela admitiu o desvio das vacinas, mas negou ter vendido o imunizante que teriam sido desviados para imunizar uma família próxima a detida. "Ela também afirmou, e isso é importante salientar para população até porque tem ocorrido diversos boatos a respeito, que jamais aplicou soro nas pessoas que estavam sendo vacinadas. Ela frisa isso em depoimento e não há elemento nenhum que sugira que essa prática ocorreu", afirma o delegado.

O delegado destaca também que a detida admitiu que não tem capacitação profissional e detalhou as datas que as vacinas foram subtraídas. Um dos frascos teria sido desviado no dia 8 de maio e outro no dia 11 do mesmo mês. O Ministério Público dará continuidade às investigações com intuito de esclarecer, entre outras coisas,  o possível envolvimento de servidores públicos na subtração das doses. Será apurada também  a eventual responsabilização de pessoas que possam ter sido beneficiadas com a aplicação da vacina.

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17 pessoas foram denunciadas por furar-fila em Apucarana

O Ministério Público do Paraná denunciou, no dia 1º de junho, 17 pessoas investigadas por possível envolvimento em casos de “fura-fila” da vacinação contra a Covid-19 em Apucarana. De acordo com a denúncia, oferecida pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca, a falsa enfermeira, admitida para trabalhar como voluntária pelo coordenador da Vigilância Epidemiológica do município, exerceu ilegalmente a profissão de técnica de enfermagem e teria aplicado a vacina, entre 16 de abril e 11 de maio, em pelo menos 12 pessoas que não preenchiam os requisitos dos grupos prioritários.

Além disso, investigações apontaram que o coordenador responsável por sua admissão, o servidor Luciano Pereira, também teria aplicado a vacina, no início deste ano, no filho – não integrante de nenhum grupo prioritário – de outro servidor, por ocasião da imunização em uma casa de repouso de idosos do município. Todos os envolvidos (três deles, servidores públicos) foram denunciados, inclusive a proprietária da casa de repouso onde ocorreu a vacinação indevida, uma vez que ela teria conhecimento da conduta ilícita.