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    "Eu senti a força das pessoas rezando", diz curada da covid

    Ana Paula Boaventura e a filha venceram a doença por duas vezes

    "Eu senti a força das pessoas rezando", diz curada da covid
    Foto por Divulgação
    Escrito por Fernanda Neme
    Publicado em 24.05.2021, 10:50:57 Editado em 24.05.2021, 12:17:04
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    "Eu senti a força das pessoas rezando", relatou a professora de Educação Física, Ana Paula Boaventura, de 42 anos, que foi curada da Covid-19 por duas vezes. A primeira experiência que a apucaranense e a filha Alícia, de 10 anos, viveram contraindo a doença foi em fevereiro deste ano. "Ela começou com dor de cabeça e no dia seguinte, foi surgindo uma leve dor de garganta e enjoo. Eu também comecei com dor de cabeça e a garganta arranhando. Fizemos o teste e deu positivo", recorda. 

    O filho de Ana Paula, Francisco, de 14 anos, que também vive na mesma casa, testou negativo e acabou ficando isolado em um dos quartos da residência. "Quando deu 10 dias, eu e a minha filha estávamos bem e quase sem sintomas", explica. 

    Para a surpresa da apucaranense, em abril deste ano, ou seja, dois meses depois de contrair a doença, Alícia começou com os primeiros sintomas novamente, como dor de cabeça, enjoo, coriza, espirros e dor de garganta. "Ficamos em alerta, mas não imaginamos que seria covid. Porém, no dia seguinte, comecei com muita dor de cabeça, era uma dor insuportável. Meu filho também iniciou com dor de cabeça, mas a dele melhorou e a minha não passava. Fizemos o exame e deu positivo", relembra.

    Os médicos, apesar de acharem muito fora do comum ter a doença em um intervalo tão pequeno, já começaram com as medicações. "Alícia já estava bem ruinzinha e eu comecei a piorar. Numa sexta de manhã, alugamos um oxigênio porque não queria ir para o hospital. No entanto, no dia seguinte de manhã não estava aguentando mais e fui internada. Foi muito difícil e quase não conseguia respirar e me alimentar. Liguei para minha mãe, apesar de não lembrar direito, e disse que não aguentava mais e que não ia dar mais", conta. 

    Ana Paula conta que quando estava internada, integrantes do Mães Intercessoras, grupo de oração que participa, seguia rezando por sua recuperação. "Acredito que a fé me salvou porque eu sentia a força das pessoas rezando por mim. No dia 12 de abril, acordei melhor e fui recuperando. Foi uma luta, mas no dia 15, fui para casa. Estou fazendo sessões de fisioterapia. Estamos todos bem, graças a Deus", comemora. 

     

     Ana Paula Boaventura e os filhos Francisco e 
 Alícia
    Foto por Arquivo pessoal
     



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