Apucarana

Envolvidos em esquartejamentos são julgados em Apucarana

Os dois homens acusados de praticar os crimes são ouvidos nesta quinta (10), no Tribunal do Júri da Comarca

Da Redação ·
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fonte: TNOnline

Na manhã desta quinta-feira (10), dois homens envolvidos em dois esquartejamentos ocorridos em 2017, em Apucarana, são ouvidos e julgados no Tribunal do Júri da Comarca. A sessão começou por volta das 9 horas. César Henrique dos Santos Ferrari e Rogério de Souza Bernardino, de 30 anos, são os réus em julgamento no júri presidido pela juíza Carolline de Castro Carrijo, com o promotor Eduardo Cabrini, pelo Ministério Público. 

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Nesta manhã, policiais e testemunhas serão ouvidas. O investigador Roberto Francisco, chefe do setor de homicídios, que investigou o caso, participou do julgamento e repassou detalhes do crime e como os corpos foram encontrados. 

O crime ocorreu em 2017 e repercutiu em todo o Paraná por conta do teor de violência. Um homem e um uma mulher foram mortos, os corpos foram esquartejados e os restos jogados num poço abandonado, no Parque Bela Vista, em Apucarana.

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Em 3 de agosto de 2017, denúncias anônimas levaram a Polícia a encontrar dois corpos, esquartejados e decapitados, dentro de um poço. As investigações iniciais permitiram a identificação dos corpos como sendo de Arislian Glenda Lemos, 24 anos, e Valdecir Amarildo Gonçalves, de 52 anos, que seriam usuários de droga.

O delegado chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP) à época, José Aparecido Jacovós, contou na ocasião que as denúncias anônimas davam conta de que pessoas iriam desenterrar corpos em um cafezal, nos fundos de uma chácara no Parque Bela Vista. E os restos seriam queimados em meio a pneus. Os corpos encontrados estavam em adiantado estado de decomposição, uma vez que os crimes foram cometidos em maio.

A polícia conseguiu identificar rapaz, que seria traficante na região Norte da cidade, como sendo responsável pelos crimes. César Henrique foi preso no dia 31 de agosto de 2017, em Sarandi.

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Durante as investigações, a Polícia Civil identificou outro acusado de envolvimento no caso, Rogério de Souza Bernardino, de 30 anos, que teve o mandado de prisão preventiva cumprido em Mandaguari, onde estava escondido na casa da irmã.

Na época, Rogério chegou a confessar que era usuário de drogas e que comprava entorpecentes na chácara onde os corpos foram encontrados. Conforme depoimento na época, por causa de uma dívida de R$ 80, teria sido obrigado a cavar uma cova entre os pés de café na chácara, como forma de quitar a pendência com o traficante.