Apucarana

Em Apucarana: 4º caso da variante indiana é confirmado no PR

Segundo a Sesa, trata-se de um homem de 58 anos, com comorbidades, que morreu no dia 17 de maio

Da Redação ·
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fonte: SESA
Em Apucarana: 4º caso da variante indiana é confirmado no PR

Após a confirmação do terceiro caso da variante delta do coronavírus em Apucarana, a Secretaria de Estado da Saúde, informa o quarto caso no município, nesta quarta-feira (7). 

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Segundo a Sesa, trata-se de um homem de 58 anos, com comorbidades, que morreu no dia 17 de maio. Ele é filho da idosa de 71 anos, primeiro caso da variante registrado no Paraná.

Agora o Paraná registra quatro casos da variante, todos em Apucarana.

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“O Estado do Paraná está atento às investigações, acompanhando os casos e o sequenciamento junto à Regional de Saúde de Apucarana e ao Laboratório Central do Estado (Lacen). A vigilância destes casos é uma das grandes preocupações da neste momento de pandemia, exatamente para identificarmos a circulação viral. Os casos confirmam que a variante delta está presente no Estado desde o mês de abril, mas ainda temos a prevalência da variante gama (P.1)”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Irina Riediger, diretora técnica do Laboratório Central do Estado do Paraná (​LACEN-PR) informou que existem 119 amostras da 16ª Regional de Saúde de Apucarana que foram enviadas para sequenciamento genômico do vírus SARS-CoV-2 na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. "Iniciamos a investigação com 234 amostras  de pessoas de Apucarana e dos municípios da 16ªRS, dessas, já recebemos o resultado de 107 amostras, com 4 casos confirmados para a variante. Todas as amostras que foram enviadas para sequenciamento são de 15 dias antes  do primeiro caso confirmado, até dia 7 de junho. Reforço que não é preciso ter pânico, que são dois óbitos e outros dois casos, dentro dessas 234 amostras", explicou. 

A chefe da divisão de vigilância das doenças transmissíveis, Rosana Piler, informou que apesar de mais dois casos confirmados em Apucarana, não existe e evidência de transmissão comunitária da variante no município. "Com os dados que temos hoje, não configuramos transmissão comunitária, pois são quatro casos em pessoas que se correlacionam. Esse núcleo, dessa família, já tivemos os resultados das amostras enviadas para sequenciamento e somente os quatro testaram para a variante. Essa família também tem parentes em Rolândia,  tivemos três pessoas que realizaram o  exame que possibilitou o sequenciamento, que deu negativo para a variante, os demais familiares realizam o teste rápido. Se aparecer mais um caso da variante dentro das amostras que ainda não sequenciadas, vamos abrir outro processo de investigação", detalha. 

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Ainda de acordo com Rosana, a cobertura vacinal colabora para conter o avanço da doença. "Quando avança a vacinação, o número de pessoas vacinadas, o vírus não encontra muito espaço", finaliza. 

Terceiro caso: 

Conforme a Sesa, o terceiro caso trata-se de um homem de 74 anos. Ele é casado com a mulher do primeiro caso positivo divulgado da nova cepa, no início de junho. A variante foi confirmada por sequenciamento genômico do vírus SARS-CoV-2 realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

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O início dos sintomas da Covid-19 foram no dia 21 de abril. Ele fez o teste rápido de antígeno com resultado positivo e foi internado no dia 28 do mesmo mês, depois de uma coleta de RT-PCR. O exame foi encaminhado para o Laboratório Central do Estado (Lacen) e posteriormente para sequenciamento genômico. O paciente recebeu alta hospitalar em 20 de maio e permaneceu em cuidados domiciliares.

O caso não caracteriza transmissão comunitária por se tratar de contato próximo ao primeiro caso divulgado, sendo considerado pela vigilância epidemiológica transmissão local.

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O primeiro e o segundo casos da variante delta foram confirmados em Apucarana. O segundo foi de uma mulher grávida, de 42 anos, vinda do Japão,  foi internada no dia 15 de abril e faleceu três dias depois, após complicações da doença. O filho sobreviveu.

VARIANTES – Desde o início da pandemia, em março de 2020, o Paraná já registrou a circulação de 24 linhagens de SARS-CoV-2, o vírus que provoca a Covid-19. Eles foram confirmados após o envio de testes RT-PCR positivos de paranaenses para sequenciamento genômico na Fiocruz e Fundação Ezequiel Dias (Funed), sob orientação da Rede Genômica Fiocruz e do Ministério da Saúde.

O Laboratório Central do Estado (Lacen/PR) envia quinzenalmente amostras para investigação e monitoramento das cepas circulantes no Paraná. A seleção é feita de forma aleatória e cumpre critérios técnicos e epidemiológicos, ou seja, refletem um recorte de um cenário e servem de balizador de pesquisa e informação.

No total, foram enviadas 925 amostras, sendo que 599 tiveram resultados divulgados e 326 ainda estão em processamento. Os estudos apontam predominância da variante zeta (P.2), originada no Rio de Janeiro, em 2020, e da variante gama (P.1 ou amazônica), considerada preocupante por conta da capacidade de transmissão, a partir de 2021.